Governador de São Paulo pediu uma oposição vigilante e apresentou uma lista de ações classificada por ele como 'projeto de país'
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), gravou vídeo para agradecer o apoio de quase 60 milhões de eleitores que votaram em Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial deste ano e criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao apresentar uma relação de propostas que classificou como “projeto de país”.
“A eleição passou, mas não passou o desejo de ministérios com gente técnica e séria, de um governo que corte gastos e tire o peso dos impostos das costas do cidadão, de um país que não gaste mais com juros da dívida do que com saneamento básico, saúde e educação, de um país que incentive quem empreende e tire as pessoas da vulnerabilidade, que corte privilégios antes de pedir sacrifício, que combate o crime de verdade, não só no discurso”, afirmou Tarcísio, apontado cada vez mais como um potencial presidenciável para 2030.
O governador de São Paulo afirmou ainda que reconhecer o resultado eleitoral não significa calar sobre os excessos. Segundo ele, entram na lista o uso da máquina, programas lançados fora do prazo e a interferência do Judiciário. “Tudo isso marcou esta eleição e precisa deixar lições. Ontem (segunda-feira, 26), vimos investidores saindo, a Bolsa despencando, empresas perdendo valor, o câmbio disparando. As promessas de campanha precisam ser examinadas com rigor, porque a conta sempre chega para o contribuinte. A eleição passou, mas a falta de confiança fica. A direita brasileira recebeu das urnas uma responsabilidade, recebeu força no Congresso e nos Estados”, disse Tarcísio.
Ainda segundo ele, a oposição no Congresso Nacional precisa ser vigilante, cobrar responsabilidade fiscal e melhorar a vida da população. “Se a economia piorar, não vai piorar só para quem votou de um lado, vai piorar para todos os brasileiros”, afirmou. Ao finalizar, o governador de São Paulo citou ainda que o Congresso terá um papel fundamental na pacificação do País, classificada por ele de “sonhada pacificação”, no aperfeiçoamento do sistema político e no funcionamento das instituições, “incluindo o Judiciário”.
Fonte: veja.abril.com.br