Produtos possuem componentes que ainda não passaram por avaliação de segurança para uso em alimentos, segundo agência
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira, 26, o recolhimento de um suplemento alimentar e de um picolé por presença de ingredientes não autorizados. As resoluções que preveem ainda a suspensão da fabricação, venda, distribuição, propaganda e uso dos produtos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
O suplemento apontado como irregular pela agência foi o Body Strong Protein (sabor cacau) da marca Equaliv, fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica.
Segundo a Anvisa, o suplemento alimentar contém peptistrong, proteína de fava hidrolisada, um ingrediente que ainda não foi submetido a avaliações de segurança para uso em alimentos.
“Além disso, foi verificada publicidade irregular com a veiculação de alegações de saúde/ terapêuticas não autorizadas como ‘prevenção de sarcopenia’ e ‘suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedora (GLP-1)’. Também foi identificada a ausência da denominação de venda no rótulo do produto”, diz texto da resolução.
Picolé com melatonina
A Anvisa também determinou o recolhimento do Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0., fabricado pela empresa ABB Gelateria Ltda.
“A proibição foi motivada pelo fato de alguns ingredientes do produto, melatonina e inositol, não terem passado por avaliação de segurança para uso em alimentos”, explicou.
De acordo com a agência, tanto a melatonina quanto o inositol estão autorizadas apenas para uso em suplementos alimentares. No caso do inositol, a utilização também é permitida em composto líquido pronto para consumo.
Os suplementos de melatonina são conhecidos como auxiliares na regulação do sono, mas é importante destacar que não se tratam de medicamentos para insônia.
A reportagem entrou em contato com ambas empresas e aguarda posicionamento.
Regras para suplementos
Desde 2018, a agência mantém regras específicas para suplementos. Além de contar com uma lista de ingredientes autorizados e normas de rotulagem, esses produtos devem ser registrados e não podem se apresentar como se fossem remédios.
A agência veda que produtos não classificados como medicamentos façam “alegações de saúde que façam referência à cura ou prevenção de doenças”, conforme diretriz estabelecida em 1999.
“Suplementos alimentares não são medicamentos e, por isso, não servem para tratar, prevenir ou curar doenças. Os suplementos são destinados a pessoas saudáveis. Sua finalidade é fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos em complemento à alimentação”, informa, em perguntas e respostas sobre o tema, a Anvisa.
Recomendações ao comprar um suplemento alimentar
A Anvisa tem uma página dedicada aos suplementos alimentares com explicações sobre rótulos, benefícios comprovados e cuidados com propagandas enganosas. E dá as seguintes dicas:
- Busque orientação com um profissional de saúde: ele poderá avaliar suas necessidades e indicar o produto mais adequado para você
- Compre com segurança: adquira suplementos apenas em lojas físicas ou sites confiáveis
- Siga as orientações: consuma o suplemento alimentar como o profissional indicou, respeitando a dose e o tempo de uso recomendados
- Observe seu corpo: se perceber algum efeito diferente ou inesperado, avise o profissional de saúde e peça novas orientações
Fonte: veja.abril.com.br