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Após dizer que eleições no Brasil 'pareceram fraudadas', Trump pode fazer algo contra vitória de Lula?

Em declaração um dia após a vitória de Lula (PT) nas eleições presidenciais contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o resultado mostrou que 'pareceu mais uma eleição fraudada'. Apesar do aceno a Flávio, Trump não falou sobre nenhuma interferência diretamente no processo. Ou se não acabaria reconhecendo em algum momento. O presidente republicano declarou que 'não estava concorrendo no Brasil'. 'Eu gosto do Lula. Eu me dou muito bem com


Em declaração um dia após a vitória de Lula (PT) nas eleições presidenciais contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o resultado mostrou que 'pareceu mais uma eleição fraudada'. Apesar do aceno a Flávio, Trump não falou sobre nenhuma interferência diretamente no processo. Ou se não acabaria reconhecendo em algum momento. O presidente republicano declarou que 'não estava concorrendo no Brasil'. 'Eu gosto do Lula. Eu me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha'. O resultado do 2º turno foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ainda na noite de domingo (25). Apesar das críticas ao processo eleitoral, Trump pode apenas ter dado o aceno a direita brasileira, como realizou em alguns outros locais. Mas, que não realiza nada diretamente, além de apenas reclamações. Isso pode ser reforçado ainda pelos elogios ao bom relacionamento e por 'gostar' de Lula, como o republicano já afirmou em outras ocasiões. Especialistas também destacam que a proximidade com as eleições de meio de mandato, em que Trump pode perder o controle ao lado do partido na Câmara e no Senado. Além disso, a pressão por um impeachment, com a baixa aprovação do governo, pode aumentar também. O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou como equivocada a declaração de Donald Trump sobre uma suposta fraude na eleição brasileira. Alckmin afirmou que não há provas de irregularidades nas eleições brasileiras e reiterou que os Estados Unidos não devem interferir na política de outros países. O presidente Lula se reuniu com o assessor especial, Celso Amorim, e com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Amorim afirmou que espera manter relações normais com os Estados Unidos, mas disse que o Brasil está preparado para eventuais dificuldades. Esta semana, o chanceler Mauro Vieira deve se reunir com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante o encontro preparatório do G20, em Atlanta. Flávio Bolsonaro recua e diz que vai pedir a cassação da chapa de Lula Flávio Bolsonaro discursa após resultado das eleições João Pedro Carvalho/Fotoarena/Agência O Globo Após afirmar que é "impossível" reconhecer o resultado das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou e disse que vai pedir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa de Lula. Depois do resultado das urnas neste domingo, ele afirmou que iria ingressar com ação pedindo anulação da eleição. A nova manifestação ocorre após aliados ponderarem que havia chances mínimas de um pedido do tipo prosperar. Novamente, o candidato derrotado citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a eleição por mais duas horas, e levantou novamente suposições, sem provas, sobre irregularidades das eleições. Porém, justificou o pedido tem respaldo em supostos abusos econômicos da campanha de Lula. "A disputa não deveria ser um vale tudo por parte de quem quer se manter no poder, como fez o meu adversário. O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedentes, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou", disse. Ele também afirmou que foi abordado pela Polícia Federal após uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, na manhã desta segunda-feira, e intimado a entregar os passaportes. "Isso por conta de uma manifestação do meu irmão, no dia 23 de outubro. Nunca pensei em sair do país, falei diversas vezes durante a campanha que eu sou a única esperança para salvar o Brasil do PT". O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não confirma pedido do tipo. Duas investigações contra Flávio estão curso - em uma das apurações, o senador é investigado pela possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A outra investigação apura se ele cometeu o crime de lavagem de dinheiro, usando uma casa de apostas. A apreensão do passaporte costuma ser adotada pela PF para evitar que investigados saiam do país. Na sexta passada, em entrevista a um podcast, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio saia do país.

Fonte: cbn.globo.com

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