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As pesquisas eleitorais que mais se aproximaram do resultado do segundo turno entre Lula e Flávio

Nove levantamentos apontavam Flávio numericamente à frente, em empate técnico

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL), com 99% das urnas apuradas, terminou com uma ordem diferente daquela apresentada pelas nove últimas pesquisas reunidas no consolidado de VEJA. Todos os levantamentos colocavam o senador numericamente à frente, embora apontassem empate técnico.

Entre as oito pesquisas que divulgaram estimativas de votos válidos na véspera ou no dia da eleição, a Futura foi a que mais se aproximou dos percentuais finais, seguida pela BTG/Nexus. A Gerp apresentou a maior distância em relação ao resultado das urnas.

A comparação considera a diferença, em pontos percentuais, entre o resultado de cada candidato na pesquisa e sua votação final. A Palver ficou fora desse cálculo porque divulgou apenas intenções de voto totais, incluindo respostas que não entram na apuração dos votos válidos.

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Qual pesquisa ficou mais perto do resultado?

A Futura apresentou Lula com 49,9% dos votos válidos e Flávio com 50,1%. Nas urnas, o presidente terminou com 51,8% e o senador, com 48,2%.

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A diferença foi de 1,9 ponto percentual para cada candidato: Lula recebeu 1,9 ponto a mais que o indicado pelo levantamento, enquanto Flávio obteve 1,9 ponto a menos. Esses desvios ficaram dentro da margem de erro informada pela pesquisa, de 2,2 pontos percentuais.

Embora tenha sido o levantamento mais próximo dos percentuais finais, a Futura também colocou Flávio numericamente à frente. A pesquisa mostrava uma distância de apenas 0,2 ponto entre os adversários; a votação terminou com vantagem de 3,6 pontos para Lula.

Como ficaram BTG/Nexus e CNT/MDA?

A BTG/Nexus foi a segunda mais próxima do resultado entre as pesquisas comparadas. O levantamento apresentou Flávio com 50,5% dos votos válidos e Lula com 49,5%.

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A distância em relação às urnas foi de 2,3 pontos percentuais para cada candidato, ligeiramente acima da margem de erro informada, de 2,2 pontos.

Na sequência aparece a CNT/MDA, que registrou Flávio com 50,7% e Lula com 49,3%. A diferença para o resultado final foi de 2,5 pontos por candidato. A margem de erro do levantamento também era de 2,2 pontos percentuais.

As duas pesquisas apontavam empate técnico, com vantagem numérica de um ponto para Flávio na BTG/Nexus e de 1,4 ponto na CNT/MDA.

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Qual foi a distância da AtlasIntel?

A AtlasIntel apresentou Flávio com 50,8% dos votos válidos e Lula com 49,2%. O desvio em relação à votação final foi de 2,6 pontos percentuais para cada um.

Lula terminou 2,6 pontos acima do percentual indicado pelo instituto, enquanto Flávio ficou 2,6 pontos abaixo. A margem de erro informada era de um ponto percentual.

Em distância absoluta dos percentuais finais, a AtlasIntel ficou mais próxima que Datafolha, Quaest, PoderData e Gerp. Sua margem de erro, porém, era menor que a desses levantamentos uma diferença relevante para a leitura dos resultados.

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Como se saíram Datafolha, Quaest e PoderData?

Os três institutos divulgaram o mesmo placar nos votos válidos: 51% para Flávio e 49% para Lula. Por isso, tiveram a mesma distância em relação às urnas: 2,8 pontos percentuais para cada candidato.

O presidente recebeu 2,8 pontos a mais que o indicado pelas pesquisas, e o senador, 2,8 pontos a menos.

Datafolha e Quaest informavam margem de erro de dois pontos percentuais. No PoderData/Aya, divulgado na madrugada do domingo da eleição, a margem era de 1,6 ponto. Nos três casos, os desvios observados superaram as respectivas margens informadas.

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Qual pesquisa ficou mais distante?

A Gerp apresentou a maior distância entre os levantamentos com estimativas de votos válidos. O instituto mostrou Flávio com 52% e Lula com 48%.

Comparado ao resultado final, o percentual de Lula ficou 3,8 pontos abaixo de sua votação, enquanto o de Flávio ficou 3,8 pontos acima. A margem de erro informada era de dois pontos percentuais.

O levantamento mostrava vantagem numérica de quatro pontos para o senador. Nas urnas, Lula venceu por 3,6 pontos.

Por que a Palver não entra na mesma comparação?

A Palver divulgou Flávio com 50% das intenções de voto e Lula com 49%, mas esses percentuais consideravam todos os entrevistados. Não foi apresentada uma estimativa de votos válidos no material reunido.

Como a apuração eleitoral exclui votos brancos e nulos, comparar diretamente esses números com os 51,8% e 48,2% das urnas misturaria bases distintas.

O empate técnico significava previsão de vitória de Flávio?

Não. Os nove levantamentos colocavam Flávio numericamente à frente, mas classificavam a disputa como empate técnico. Portanto, não apontavam uma liderança estatisticamente definida do senador.

Ainda assim, a comparação com a votação mostra uma direção comum nos oito resultados de votos válidos: todos apresentaram Lula abaixo de seu percentual final e Flávio acima. A Futura teve a menor distância absoluta e foi a única em que os percentuais finais dos dois candidatos ficaram dentro da margem de erro informada.

As pesquisas tinham metodologias e períodos de coleta diferentes e mediam intenções declaradas naquele momento. A comparação com as urnas permite avaliar a proximidade dos números, mas, isoladamente, não explica as causas dos desvios.

VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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Fonte: veja.abril.com.br

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