A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro apresentou uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral na madrugada desta sexta-feira (23) desafiando o presidente Lula a abrir primeiro os dados do cartão corporativo e a lista de visitas ao gabinete presidencial. Flávio argumentou que esses dados são públicos e que não precisaria de autorização para que fossem expostos. Segundo o senador, a questão é puramente política e não judicial. O pedido ocorr

A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro apresentou uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral na madrugada desta sexta-feira (23) desafiando o presidente Lula a abrir primeiro os dados do cartão corporativo e a lista de visitas ao gabinete presidencial. Flávio argumentou que esses dados são públicos e que não precisaria de autorização para que fossem expostos. Segundo o senador, a questão é puramente política e não judicial. O pedido ocorre depois da campanha do petista entregar ao TSE na noite de ontem as procurações que permitem quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico dele, dos seus familiares e do Instituto Lula. O ministro André Mendonça já tinha esclarecido que a quebra de sigilo não necessita de autorização judicial, cabendo aos próprios titulares a decisão de divulgar as informações pessoais. Nesta quinta pela manhã, os dois candidatos apresentaram uma petição conjunta dirigida ao ministro da corte. No pedido ambos autorizam a quebra imediata, total e simultânea dos seus sigilos, incluindo as relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master e com a Alcazar Holding, empresa de Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio, na qual a Polícia Federal investiga a relação dos dois e a suposta prática de lavagem de dinheiro. A defesa de Lula recusa que os próprios candidatos façam a divulgação dos documentos e exige que o TSE requisite os dados diretamente às fontes oficiais, como o Banco Central e a Receita Federal. Segundo a campanha, apenas o controle judicial garante a integridade da informação e evita fraudes processuais. O desafio foi proposto por Lula ao vivo no debate realizado no domingo, pelo grupo Bandeirantes. Antes, a equipe de Flávio chegou a dizer que só liberaria os sigilos depois que analisassem os dados do petista.
Fonte: cbn.globo.com