Começou nesta quarta-feira (28), o julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em um acidente na Zona Leste de São Paulo, em março de 2024. O júri popular teve início às 10h no Fórum Criminal da Barra Funda. O Ministério Público pede a condenação do réu por homicídio qualificado, com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, e lesão corporal gravíssima. A pena pode ultrapassar vinte anos de

Começou nesta quarta-feira (28), o julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em um acidente na Zona Leste de São Paulo, em março de 2024. O júri popular teve início às 10h no Fórum Criminal da Barra Funda. O Ministério Público pede a condenação do réu por homicídio qualificado, com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, e lesão corporal gravíssima. A pena pode ultrapassar vinte anos de prisão. Segundo a investigação, Fernando dirigia embriagado uma Porsche em alta velocidade quando bateu na traseira do carro da vítima, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O limite da via era de cinquenta quilômetros por hora, mas o veículo de Sastre chegou a atingir 136 quilômetros por hora antes da colisão. Ornaldo morreu após ser socorrido. Fernando também responde criminalmente por ter ferido o passageiro do Porsche, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha, que sofreu ferimentos graves e precisou passar por uma cirurgia. Preso preventivamente desde maio de 2024, Fernando nega ter consumido bebida alcoólica antes do acidente. A defesa sustenta que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, sem intenção de matar. Quatorze testemunhas devem ser ouvidas, antes do interrogatório do réu. Sete jurados serão responsáveis pela decisão. A previsão é que o julgamento termine na quinta-feira (29). Às vésperas do júri, dois policiais militares que atenderam à ocorrência também se tornaram réus na Justiça Militar. Eles são acusados de permitir que Fernando deixasse o local sem fazer o teste do bafômetro. O empresário só se apresentou à polícia cerca de trinta e seis horas depois do acidente. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, um dos agentes pediu exoneração, enquanto a outra policial realiza atividades administrativas.
Fonte: cbn.globo.com