Governo prevê 29 iniciativas rodoviárias e ferroviárias para 2027, em meio à pressão sobre custo de financiamento
A disparada dos juros após a reeleição do presidente Lula acrescenta uma nova variável aos planos do Ministério dos Transportes para 2027. A pasta apresentou uma carteira de 29 iniciativas rodoviárias e ferroviárias, com investimentos estimados em R$ 262,6 bilhões. A viabilidade financeira dos projetos será testada em um ambiente de maior volatilidade e encarecimento do crédito.
Do total anunciado pelo ministro George Santoro, R$ 102,68 bilhões correspondem a 11 contratos rodoviários, incluindo nove leilões de concessão e duas otimizações de contratos existentes. Outros R$ 160 bilhões estão associados a 18 iniciativas ferroviárias, que envolvem concessões, chamamentos públicos para autorizações e oferta permanente de ativos ociosos.
O desafio é particularmente relevante no setor ferroviário, marcado pela necessidade de aportes elevados e longos períodos de retorno. Parte dos projetos ainda depende de definições regulatórias e de mecanismos de financiamento para ganhar viabilidade econômica.
O governo prevê utilizar instrumentos como garantias públicas, aportes, investimentos cruzados e crédito especial do BNDES para viabilizar a carteira ferroviária. A elevação dos juros pode tornar essas ferramentas ainda mais importantes e pressionar os estudos econômico-financeiros das futuras concessões.
O calendário rodoviário prevê editais entre março e agosto e leilões de junho a dezembro de 2027. A capacidade de preservar esse cronograma dependerá tanto da conclusão dos estudos e das análises regulatórias quanto do interesse dos investidores nas condições financeiras oferecidas.
Fonte: veja.abril.com.br