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Contêiner compartilhado ganha espaço entre pequenos importadores

Modelo facilita compras da China com investimentos a partir de 15 mil reais; demanda cresce 50% no Nordeste

A procura por contêineres compartilhados para importar produtos da China cresceu 50% no Nordeste entre abril e setembro deste ano, segundo levantamento da China Gate obtido pelo Radar Econômico. A empresa, especializada em operações de comércio exterior, também registrou aumento de 27,4% no número de novos importadores atendidos entre janeiro e setembro de 2026. O movimento revela o avanço de pequenos negócios interessados em comprar diretamente de fornecedores chineses, sem precisar arcar com os custos de um contêiner inteiro.

O modelo, conhecido como carga compartilhada, permite que diferentes importadores dividam o espaço e as despesas de transporte e armazenagem. Com isso, operações que tradicionalmente poderiam exigir cerca de 200 mil reais podem ser realizadas com investimentos médios de 40 mil a 50 mil reais, chegando a 15 mil a 20 mil reais em alguns casos. Hoje, a modalidade já representa 91% dos embarques realizados pela China Gate, que movimenta três contêineres por semana.

O crescimento é particularmente expressivo no Nordeste, onde a demanda pelo serviço avançou 50% entre abril e setembro, ante alta de 7,6% no Sudeste. A procura também apresenta diferenças regionais: enquanto os nordestinos têm importado principalmente interruptores, sensores e conectores elétricos, empresários do Sudeste buscam produtos têxteis, bolsas e utensílios domésticos. São Paulo ainda concentra a maior parcela da clientela da companhia, com 45,8% do total.

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O contêiner compartilhado funciona como um regulador de estoque, permitindo que o empresário importe em menor escala e mantenha a reposição de produtos sem comprometer uma parcela excessiva do capital em uma única operação, afirma Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate. Segundo ele, a estratégia permite que pequenas e médias empresas preservem capital de giro e distribuam os recursos entre diferentes ciclos de compra e venda.

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Os números acompanham o fortalecimento da presença chinesa no comércio brasileiro. De janeiro a setembro, o Brasil importou 58,6 bilhões de dólares em mercadorias da China, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentados pela empresa. Os produtos chineses responderam por 26,4% das importações brasileiras no período.

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Para acompanhar a expansão, a China Gate ampliou em 1.300 metros quadrados sua estrutura de armazenagem em Yiwu, na província chinesa de Zhejiang, e aumentou em 45% seu quadro de funcionários. Em 2025, a companhia movimentou aproximadamente 95 milhões de reais em valor aduaneiro e afirma ter viabilizado mais de 250 milhões de reais em vendas ao varejo brasileiro. A empresa mantém escritórios em Maringá, no Paraná, e Vila Velha, no Espírito Santo.

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Fonte: veja.abril.com.br

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