Atleta marcou os anos 1980 com estilo radical e ligação com o movimento punk
O surfista Dadá Figueiredo morreu neste sábado, 24, aos 61 anos. Um dos principais nomes do surfe brasileiro na década de 1980, o carioca estava internado com pneumonia. Conhecido pelo estilo radical e pela personalidade contestadora, Dadá ajudou a revolucionar o esporte no país ao incorporar movimentos do skate às ondas, com manobras verticais e rasgadas que desafiaram os padrões da época.
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Em 1989, conquistou o Campeonato Carioca e o torneio Sea Club Final Heat, em Saquarema. Quatro anos depois, foi eleito o melhor freesurfer do Brasil pelos leitores de uma revista especializada. Fora do mar, também se destacou pela ligação com a contracultura: foi baixista da banda punk Os Normais e criou as marcas de surfe Anti-Fashion e Necrose Social. Sua trajetória, marcada também por problemas com dependência química, foi retratada no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo. Após superar períodos difíceis, passou a fabricar pranchas e criou uma escolinha de surfe na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do atleta nas redes sociais. Ele rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade, afirmou a entidade. Dadá deixa três filhos, entre eles o também surfista Dávio Figueiredo.
Fonte: veja.abril.com.br