O deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB) voltou a ser alvo da Polícia Federal. A corporação iniciou, na manhã desta terça-feira (25), a segunda fase da Operação Castratio, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos do governo do RJ para serviços de castração e esterilização de animais. Os contratos investigados somam cerca de R$ 200 milhões. Nesta nova etapa, os policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e

O deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB) voltou a ser alvo da Polícia Federal. A corporação iniciou, na manhã desta terça-feira (25), a segunda fase da Operação Castratio, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos do governo do RJ para serviços de castração e esterilização de animais. Os contratos investigados somam cerca de R$ 200 milhões. Nesta nova etapa, os policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói. Entre os endereços alvo da operação está o escritório de advocacia do deputado Marcelo Queiroz. Outros quatro mandados também estão sendo cumpridos em endereço vinculados ao deputado. Marcelo Queiroz tem uma atuação ligada à causa animal e à criação de programas de proteção e bem-estar de cães e gatos, incluindo iniciativas de castração gratuita. E é justamente um contrato para esse tipo de serviço que tá sendo investigado. A Polícia Federal aponta que quando Marcelo Queiroz comandava a Secretaria Estadual de Agricultura, o governo do RJ firmou contratos que, somados, chegam a cerca de R$ 200 milhões para a castração e a esterilização de animais. A suspeita da Polícia Federal é de que esses contratos tenham sido feitos de forma irregular para beneficiar uma empresa específica, e pra superfaturar esses valores. Estão sendo investigados crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Marcelo Queiroz foi alvo da primeira fase da operação, em maio. Na época, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão por determinação do Supremo Tribunal Federal. O deputado era o titular da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento quando os contratos investigados foram firmados. Uma linha de investigação da Polícia Federal na época, seria de que o parlamentar estivesse envolvido na causa animal para conseguir benefícios políticos. A reportagem CBN procurou a defesa do deputado Marcelo Queiroz, mas ele ainda não retornou ao nosso contato.
Fonte: cbn.globo.com