Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Estados Unidos do Brazil: o erro no brasão em carta de Flávio Bolsonaro à nação

Nome anterior do país deixou de ser usado ainda na ditadura militar, enquanto a inscrição com "z" foi abandonada em 1930

Em uma primeira versão da carta aberta que Flávio Bolsonaro (PL) divulgou nesta quarta-feira, 28, ao chegar a Miami, o brasão da República estava errado. O símbolo apresentado deixou de ser usado oficialmente em 1968, ainda na ditadura militar. O atual desenho está em vigor desde 1971. Na apresentação do senador, havia ainda a legenda no centro identificando o país como “Estados Unidos do Brazil”, nome oficial que o país usou entre 1889 e 1967, antes de passar a se chamar “República Federativa do Brasil”. A grafia com a letra “z” também deixou de ser utilizada e deu lugar à atual, com “s”, no começo da década de 1930, há quase um século.

Brasão errado divulgado na primeira carta aberta de Flávio Bolsonaro
Brasão errado divulgado na primeira carta aberta de Flávio BolsonaroReprodução/Reprodução

Pouco depois, o jornalista Paulo Figueiredo, que encaminhou a carta de Flávio para integrantes da imprensa brasileira, enviou uma segunda versão, com o símbolo correto. Oficialmente chamado de Armas Nacionais, o brasão é definido pela Constituição Federal de 1988 em seu art. 13, parágrafo 1º: “A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. § 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios”.

Brasão da República Federativa do Brasil, com uma estrela dourada de 20 pontas, um círculo azul com o Cruzeiro do Sul, ramos de café e fumo, e uma faixa azul com REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 15 de Novembro de 1889, detalhado com descrições de cada elemento
O atual desenho das Armas Nacionais com explicações realizadas pelo PlanaltoPlanalto/Reprodução
Continua após a publicidade

De acordo com a legislação brasileira, o brasão anterior e erroneamente apresentado na carta do senador Flávio Bolsonaro deixou de fazer parte dos símbolos oficiais por meio da Lei nº 5. 443, de 28 de maio de 1968. À época, o Brasil estava sob o comando do segundo general do Exército daquele período, Artur da Costa e Silva. Por meio da Lei nº 5. 700, de 1º de setembro de 1971, a formação do brasão sofreu modificações a última, por meio de uma mudança na legislação em 1992.

A descrição do atual brasão consta do artigo 8º da lei de 1971: “O escudo redondo será constituído em campo azul-celeste, contendo cinco estrelas de prata, dispostas na forma da constelação Cruzeiro do Sul, com a bordadura do campo perfilada de ouro, carregada de estrelas de prata em número igual ao das estrelas existentes na Bandeira Nacional; O escudo ficará pousado numa estrela partida-gironada, de 10 peças de sinopla e ouro, bordada de 2 tiras, a interior de goles e a exterior de ouro. O todo brocante sobre uma espada, em pala, empunhada de ouro, guardas de blau, salvo a parte do centro, que é de goles e contendo uma estrela de prata, figurará sobre uma coroa formada de um ramo de café frutificado, à destra, e de outro de fumo florido, à sinistra, ambos da própria cor, atados de blau, ficando o conjunto sobre um resplendor de ouro, cujos contornos formam uma estrela de 20 pontas; Em listel de blau, brocante sobre os punhos da espada, inscrever-se-á, em ouro, a legenda República Federativa do Brasil, no centro, e ainda as expressões ‘15 de novembro‘, na extremidade destra, e a expressão ‘de 1889‘, na sinistra”.

Publicidade

Fonte: veja.abril.com.br

Compartilhar