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Fuga de Flávio Bolsonaro abre espaço para Tarcísio liderar oposição

Aliados acham que candidato derrotado jogou pela janela 59,8 milhões de votos. Governador paulista já fala em "desejo de projeto de país"

Mudança, repetia Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral. Dois dias depois da derrota nas urnas, ele cumpriu a promessa literalmente mudou-se para os Estados Unidos.

Em Brasília, sobrou bom-humor nas análises sobre a fuga do candidato do Partido Liberal. Ele está sob investigação há meses por várias transações financeiras suspeitas durante o mandato de senador pelo Rio, que termina em janeiro.

Flávio Bolsonaro deixou aliados atônitos dentro e fora do Partido Liberal. Acham que ele, simplesmente, jogou pela janela os 59,8 milhões de votos recebidos da metade do eleitorado contrária a outro governo Lula.

Perdeu a eleição presidencial no domingo, mas ficou em posição de força para disputar a liderança da oposição. Por isso, estavam previstas reuniões com parlamentares do Partido Liberal para debater a organização no Congresso e o rumo da oposição a Lula. Sem aviso, viajou para a Flórida com a família.

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Estava no avião quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, divulgou um discurso gravado, reconhecendo a vitória de Lula. Ele fez exatamente o contrário de Flávio Bolsonaro, que negou a derrota, reivindicou anulação da eleição e cassação do vencedor.

Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos, disse. O uso da máquina, programas lançados fora do prazo, a interferência do Judiciário… Tudo isso marcou esta eleição e precisa deixar lições.

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A eleição passou, continuou. A eleição passou, mas não passam as imagens… O povo nas ruas, vestido de verde e amarelo, tomado por um sentimento de mudança. Foram quase 60 milhões de brasileiros, e a cada um de vocês, obrigado.

Tarcísio de Freitas se reelegeu pelo partido Republicanos com 14,4 milhões de votos (62% do total), no primeiro turno, no estado mais rico e onde vive parte expressiva (21%) do eleitorado brasileiro. Ele conduziu a campanha paulista de Flávio Bolsonaro, que terminou o segundo turno com 14,1 milhões de votos no estado.

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No vídeo, o governador paulista falou como se tivesse sido candidato à presidência: Obrigado, Flávio, por caminhar com a gente. Foi incrível essa caminhada.

Na sequência, se apresentou como líder da oposição: A direita brasileira recebeu das urnas uma responsabilidade, recebeu força no Congresso e nos Estados. Agora é hora de unidade, de uma oposição vigilante, que cobre responsabilidade fiscal, que proponha aquilo que melhora a vida das pessoas e que fiscalize de perto quem governa pelos próximos quatro anos.

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Prosseguiu: Ontem (segunda-feira, 26/10) vimos investidores saindo, a bolsa despencando, empresas perdendo valor, o câmbio disparando. As promessas de campanha precisam ser examinadas com rigor, porque a conta sempre chega para o contribuinte.

A eleição passou, acrescentou, mas não passou o desejo de ministérios com gente técnica e séria, de um governo que corte gastos e tire o peso dos impostos das costas do cidadão. De um País que não gaste mais com juros da dívida do que com saneamento básico, saúde e educação. De um País que incentive quem empreende e tire as pessoas da vulnerabilidade; que corte privilégios antes de pedir sacrifício; que combata o crime de verdade, não só no discurso.

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Segundo o governador de São Paulo, esse desejo tem nome, chama-se ‘Projeto de País’.

Aparentemente, um novo ciclo começou para a oposição derrotada. Nele, haveria mais Tarcísio de Freitas e menos Flávio Bolsonaro, que encolheu ao fugir para os Estados Unidos pouco depois de ter recebido 59,8 milhões de votos para a presidência do Brasil.

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Fonte: veja.abril.com.br

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