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Governo Trump articula apoio a Orbán para comandar a ONU, diz jornal

Segundo o Wall Street Journal, Washington busca o respaldo de Rússia e China para a candidatura do ex-premiê húngaro

O governo de Donald Trump articula nos bastidores o apoio à candidatura do ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo editorial do Wall Street Journal publicado no domingo, 25, autoridades americanas apresentaram a proposta ao político e buscam o respaldo da Rússia e da China para levá-lo ao comando da entidade.

De acordo com o jornal, fontes dos três países confirmaram as tratativas. Orbán teria recebido a ideia com interesse, mas indicado que não pretende entrar na disputa sem estar confiante de que pode vencer. Procurado pelo WSJ, ele não comentou o assunto.

Um funcionário do Departamento de Estado americano ouvido pela reportagem afirmou que Rússia e China demonstraram receptividade à iniciativa em conversas anteriores com Washington. Na avaliação do representante, Orbán teria o apoio de pelo menos oito dos 15 integrantes do Conselho de Segurança da ONU, número que poderia chegar a dez.

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A principal incógnita seria a posição de Reino Unido e França. Assim como Estados Unidos, Rússia e China, os dois países são membros permanentes do Conselho de Segurança e têm poder de veto sobre decisões do órgão.

Aliado de Trump

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Conhecido pelas políticas restritivas à imigração e pelos embates com a União Europeia, Orbán é um aliado de Trump e uma das principais referências da direita conservadora europeia.

A possibilidade de lançá-lo à disputa surgiu em conversas entre autoridades americanas sobre o perfil desejado para o próximo secretário-geral. O nome do ex-premiê passou a ser discutido com representantes russos e chineses, que teriam concordado com a avaliação de Washington.

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Trump apoiou Orbán nas eleições húngaras de abril, enquanto o vice-presidente americano, J. D. Vance, fez campanha em favor do então premiê. Segundo uma fonte ouvida pelo jornal americano, um eventual anúncio de apoio à candidatura à ONU foi adiado para depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para a próxima semana.

Sucessão na ONU

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A articulação ocorre em meio à preparação para a escolha do sucessor do português António Guterres, cujo mandato à frente da ONU termina em 31 de dezembro. Na semana passada, a diplomata dos Emirados Árabes Unidos Lana Nusseibeh entrou na disputa. Ela deve responder a perguntas nesta terça-feira, 27, antes de uma nova votação indicativa no Conselho de Segurança, marcada para quarta-feira, 28.

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Fonte: veja.abril.com.br

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