O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, opera em forte queda nesta manhã, aos 172.506 pontos, um recuo de 15,88%, em reação à reeleição do presidente Lula (PT). Às 10h05, as negociações chegaram a ser interrompidas por 30 minutos, depois que a B3 acionou o chamado circuit breaker. Esse mecanismo é utilizado em momentos de quedas acima de 10% para dar tempo aos investidores de reavaliar as operações. A reação negativa também aparece no dólar. A moeda americana chegou a
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, opera em forte queda nesta manhã, aos 172.506 pontos, um recuo de 15,88%, em reação à reeleição do presidente Lula (PT). Às 10h05, as negociações chegaram a ser interrompidas por 30 minutos, depois que a B3 acionou o chamado circuit breaker. Esse mecanismo é utilizado em momentos de quedas acima de 10% para dar tempo aos investidores de reavaliar as operações. A reação negativa também aparece no dólar. A moeda americana chegou a R$ 5,58, uma alta de 11,81% em relação ao fechamento de sexta-feira (23). Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a instabilidade pode continuar durante a semana, até que o governo apresente os próximos passos da política econômica. "Acredito que, ao longo desta semana, a gente vai ter uma maior volatilidade, como estamos observando nesta segunda-feira. Teremos uma redução dessa volatilidade a partir do momento em que o governo começar a anunciar a equipe econômica, dando mais previsibilidade sobre a agenda que vai ser aplicada a partir de 2027, ou até este período aqui, até o final do ano, sobre ajuste fiscal. Também quem vai assumir o Ministério da Fazenda e sua equipe. Quanto antes o governo der essa transparência, melhor. Isso reduz, de fato, a volatilidade." Outro indicador é o EWZ, fundo que acompanha ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos. Na pré-abertura do mercado americano, registrava queda de 27%. Os juros futuros também dispararam. A taxa projetada para janeiro de 2027 chegou a 13,97%. Já a de janeiro de 2031 saltou de 12,57% para 14,46%. Segundo Sung, a expectativa de juros mais altos pode encarecer o crédito e prejudicar investimentos, consumo e o orçamento das famílias.
Fonte: cbn.globo.com