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Por que as pesquisas eleitorais não captaram a virada de Lula no segundo turno?

Para Murilo Hidalgo, do Paraná Pesquisas, levantamentos não identificaram queda da abstenção nem a migração de votos brancos e nulos

As pesquisas eleitorais não conseguiram captar a mudança de comportamento do eleitorado que marcou o segundo turno da eleição presidencial, segundo Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas. Ao contrário do que indicavam as principais sondagens, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) com uma margem de 4,4 milhões de votos. (Este texto é um trecho do vídeo acima)

Em entrevista ao Ponto de Vista, de VEJA, Hidalgo afirmou que os levantamentos indicavam vantagem de Flávio Bolsonaro na reta final, mas não registraram o movimento que, na avaliação dele, levou à vitória de Lula.

Para o diretor do Paraná Pesquisas, um dos principais fatores foi a queda da abstenção. Depois de um primeiro turno em que o índice havia superado 21%, o número recuou para perto de 19% no segundo turno. Na avaliação de Hidalgo, essa alteração mudou a composição efetiva do eleitorado que compareceu às urnas e não foi devidamente antecipada pelas pesquisas.

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Outro ponto citado por Hidalgo foi o comportamento dos eleitores que haviam declarado intenção de votar em branco ou nulo. Segundo ele, esse grupo teria migrado mais para Lula do que os institutos previam. O mesmo teria ocorrido com o eleitorado identificado nas pesquisas como de terceira via, que, de acordo com sua análise, era apontado como mais propenso a votar em Flávio Bolsonaro.

Pacote de ‘bondades’ e Janones

Hidalgo atribui parte dessa movimentação ao conjunto de medidas e propostas apresentado por Lula durante a campanha do segundo turno. Ele citou o fim da escala 6×1, o pacote voltado aos microempreendedores individuais, o Desenrola e a passagem de ônibus aos fins de semana.

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Na avaliação do diretor do Paraná Pesquisas, essas medidas tiveram impacto sobre eleitores que inicialmente diziam não pretender votar. Tudo isso teve um peso, a nosso ver, que fez com que esse eleitor, que se dizia não votar, fez com que ele fosse às urnas no domingo, afirmou.

Questionado sobre a atuação do deputado André Janones (Rede-MG), coordenador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, Hidalgo avaliou que ele teve papel importante na mudança de postura da campanha de Lula no segundo turno. O diretor do Paraná Pesquisas destacou especialmente o engajamento promovido nas redes sociais. Segundo Hidalgo, a mobilização digital esteve associada à divulgação das medidas apresentadas por Lula na reta final. Com certeza, o Janones foi peça fundamental para a virada do presidente Lula, afirmou.

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Por que a reta final foi decisiva?

A avaliação apresentada no Ponto de Vista é de que a fotografia captada pelas pesquisas não acompanhou integralmente as mudanças ocorridas entre a coleta dos levantamentos e a votação. Hidalgo resumiu o cenário dizendo que, assim como o primeiro turno teria sido marcado por uma onda azul, o segundo teria registrado, na sua avaliação, uma onda vermelha.

Para ele, a combinação entre menor abstenção, mudança no comportamento dos eleitores que declaravam voto branco ou nulo e migração do eleitorado de terceira via ajudou a produzir um resultado diferente daquele indicado pela maioria das pesquisas de véspera.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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