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Preocupação com novos protestos faz Consulado do Brasil na França aumentar segurança no 2º turno das eleições

A preocupação com a segurança e com os protestos que estão planejados para ocorrer a partir deste sábado (24) em toda a França fez com que o Consulado Geral brasileiro em Paris, na França, aumentasse a segurança privada contratada para a votação de brasileiros na capital francesa no próximo domingo (25), durante segundo turno das eleições. A decisão ocorre em meio a possibilidade de mais protestos, após o último que gerou brigas e destruição em parte da cidade durante confronto


A preocupação com a segurança e com os protestos que estão planejados para ocorrer a partir deste sábado (24) em toda a França fez com que o Consulado Geral brasileiro em Paris, na França, aumentasse a segurança privada contratada para a votação de brasileiros na capital francesa no próximo domingo (25), durante segundo turno das eleições. A decisão ocorre em meio a possibilidade de mais protestos, após o último que gerou brigas e destruição em parte da cidade durante confronto entre policiais e manifestantes. Em nota enviada à CBN, o Consulado destaca que as informações são de que os atos seriam no próximo sábado (24). No entanto, como foi na última semana, há chance de algo espontâneo seguir para o próximo dia, no domingo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) Ricardo Stuckert e Edilson Rodrigues/Agência Senado No texto, o Consulado ainda afirma que está em contato, através da Polícia Federal na Embaixada do Brasil em Paris, diretamente com a "Gendarmerie de Paris" (força policial parisiense), para garantir a segurança dos brasileiros nas eleições. No 1º turno, Lula venceu com 78% dos votos na capital francesa, conquistando pouco mais de 8 mil votos contra 1,6 mil de Flávio Boolsonaro. O Consulado brasileiro, local de votação, fica em um ponto central de Paris, próximo de onde ocorreram os atos, a cerca de dois quarteirões da Avenida de Champs-Élysées e pouco mais de um quilômetro do Arco do Triunfo, um dos principais pontos turísticos da França. França vai mobilizar cerca de 70 mil agentes de segurança para protestos marcados neste fim de semana Confrontos entre manifestantes e polícia em Nice, na França. VALERY HACHE / AFP A França vai mobilizar cerca de 70 mil agentes de segurança em todo o país para novos protestos neste fim de semana, disse o ministro do Interior, Laurent Núñez, nesta sexta-feira (23), alertando que incitações à violência e saques já circulavam nas redes sociais. 'Recebemos inúmeras solicitações de movimentos de extrema-esquerda e extrema-esquerda radical', disse Nunez em uma coletiva de imprensa, acrescentando que o destacamento incluiria unidades policiais de elite, 'cerca de 20' veículos blindados e 15 veículos com canhões de água. A poucos dias de uma nova mobilização nacional na França, o governo adotou uma postura de firmeza contra os protestos ao redor do país, proibindo diversos atos com o objetivo de reduzir as críticas após as cenas de caos registradas em 17 de outubro. O presidente Emmanuel Macron anunciou que apenas as manifestações organizadas pelos sindicatos serão autorizadas no sábado, exigindo que sigam trajetos capazes de proteger os comércios e os edifícios públicos. A decisão foi tomada após uma reunião no Palácio do Eliseu com os serviços de inteligência franceses, que foram criticados por falharem em antecipar a real dimensão da mobilização ocorrida no fim de semana anterior. Embora algumas passeatas já tenham sido proibidas em Paris e Lyon, novas convocações impulsionadas principalmente pelo movimento estudantil continuam previstas em várias cidades do país. De acordo com mensagens veiculadas nas redes sociais, muitos manifestantes pretendem ocupar as ruas independentemente de autorização oficial. As autoridades francesas também proibiram atos marcados para sábado em Rouen (no noroeste), Toulon (no sul) e Lyon (no sudeste). A medida levou a oposição a denunciar um "atentado às liberdades civis". Para o próximo fim de semana, o esquema de segurança será reforçado com o uso de veículos blindados, além da mobilização de militares e unidades de elite da polícia. Os toques de recolher noturnos, em vigor desde segunda-feira (19), voltam a ser implementados nos principais centros urbanos do país. Diante desse cenário, comerciantes de Paris estão se preparando para proteger seus estabelecimentos contra possíveis saques, conforme relata a imprensa francesa. No plano político, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu recebe os líderes partidários na tentativa de superar a crise gerada pelas manifestações. Enquanto o governo acusa o partido de esquerda radical, a "França Insubmissa", de estimular a violência. O movimento de Jean-Luc Mélenchon nega as acusações. Durante o encontro, a oposição pretende cobrar respostas para as demandas ignoradas até o momento pelo governo, incluindo o aumento de verbas para a educação exigido pelos estudantes e medidas concretas para enfrentar a alta do custo de vida no país.

Fonte: cbn.globo.com

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