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Reino Unido acusa dois britânicos de ajudar Irã em incidente em base aérea usada pelos EUA

Suspeitos são investigados por crimes em instalação militar de onde operavam bombardeiros americanos contra o território iraniano

Dois britânicos de 24 anos foram acusados nesta terça-feira, 27, de crimes relacionados à segurança nacional por um incidente ocorrido em setembro na base aérea de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, utilizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. Segundo a polícia antiterrorista britânica, um dos suspeitos teria ajudado o serviço de inteligência do Irã, enquanto o outro é acusado de entrar em uma área restrita com a intenção de prejudicar os interesses do Reino Unido.

O Ministério Público da Coroa (CPS, na sigla em inglês) informou que Mohmed Abdulkarim foi acusado de praticar atos que poderiam prestar assistência material a um serviço de inteligência estrangeiro. Já Nouman Essghir responde por entrar ou se aproximar de um local proibido com a intenção de prejudicar o Reino Unido. Os dois, que moram em Londres, devem comparecer nesta terça-feira ao Tribunal de Magistrados de Westminster.

O chefe da polícia antiterrorista britânica, Laurence Taylor, afirmou que os investigadores acreditam que o país beneficiado pela suposta atuação de Abdulkarim é o Irã. Segundo ele, as autoridades investigam uma série de incidentes recentes que suspeitam terem sido organizados pelo governo iraniano.

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Estamos trabalhando em conjunto para intervir, identificar e responder a essa ameaça, declarou Taylor, ao mencionar a cooperação com o MI5, o serviço de segurança interna do Reino Unido.

O caso começou em 27 de setembro, quando a polícia foi acionada após um agricultor relatar atividades suspeitas de homens em veículos brancos nas proximidades da base militar. Cinco pessoas foram presas inicialmente. Outros três homens permanecem em liberdade sob fiança enquanto as investigações prosseguem.

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Bombardeiros americanos foram retirados da base

A base de Fairford era utilizada por bombardeiros estratégicos B-1 dos Estados Unidos em operações contra o Irã. Poucos dias após as primeiras prisões, Washington retirou todas as aeronaves desse modelo que estavam na instalação, em meio a preocupações com a segurança.

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Na ocasião, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos haviam trabalhado com o Reino Unido para deter os suspeitos. Segundo ele, os homens planejavam causar grandes danos à base militar.

Fontes familiarizadas com o caso ouvidas pela imprensa americana disseram que os serviços de inteligência dos Estados Unidos já monitoravam, semanas antes das prisões, planos de grupos ligados ao Irã para atacar alvos americanos na instalação.

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Trump e o vice-presidente JD Vance também associaram a retirada dos bombardeiros à existência de possíveis ameaças. Vance afirmou que a decisão havia sido tomada por excesso de cautela, mas não detalhou os riscos identificados pelas autoridades.

No início de outubro, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que o suposto plano contra a base havia sido quase certamente orquestrado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Teerã rejeitou veementemente as acusações.

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As autoridades britânicas não divulgaram detalhes que esclareçam a extensão da suposta participação dos dois acusados no caso.

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Fonte: veja.abril.com.br

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