SGBH promove seminário 'Energia em Transformação' para debater e celebrar a crescente presença feminina no setor elétrico
A chinesa State Grid Brazil Holding (SGBH) garante que a presença feminina nas diferentes áreas do setor elétrico brasileiro é uma realidade já consolidada. Atualmente, é comum identificar mulheres desde as frentes de manutenção de distribuidoras e transmissoras, a cargos executivos inclusive como líderes institucionais. Passou a ser comum também constatar mulheres ocupando cargos que, historicamente, eram ocupados por homens. E essa energia que faz parte da transformação que o setor atravessa no país será o tema central do seminário da SGBH promove, hoje, dia 26, a partir das 14h, na Sala Cecília Meireles, no Centro do Rio.
Organizado pelo setor de ESG da SGBH, Energia em Transformação reunirá mulheres que contribuíram para o desenvolvimento do livro homônimo, escrito por 55 colaboradoras de diversos níveis de instituições que atuam no setor elétrico brasileiro. A publicação conta com artigos técnicos que permeiam temas da geração, transmissão, distribuição e a comercialização de energia.
O vice-presidente da State Grid Brazil Holding , Jorge Bauer, conta que a crescente presença feminina nas empresas do setor elétrico vai além da equidade de gênero. Bauer diz que o momento é de reconhecer e compartilhar histórias, e também valorizar as pessoas que fazem a diferença em um dos setores mais estratégicos para o desenvolvimento do país.
Não podemos falar sobre o futuro da energia sem reconhecer a contribuição das mulheres. Elas já estão presentes nos centros de pesquisa, nas universidades, empresas, salas de controle, projetos de engenharia e em tantos outros. O desafio agora é fazer com que a presença feminina seja cada vez mais reconhecida, valorizada e acompanhada de oportunidades reais de desenvolvimento, comenta o vice-presidente da SGBH.
A engenheira eletricista Camila Maciel, da SGBH, por exemplo, explica que, desde seus primeiros passos na profissão, a jornada é de superação. Natural de Senhor do Bonfim, no interior da Bahia, ela atua na implantação do projeto Graça Aranha Transmissora de Energia (GATE), que consiste na construção de uma linha de transmissão de cerca de 1,5 mil quilômetros de extensão, que ligará Graça Aranha (Maranhão) a Silvânia (Goiás). O projeto é um dos maiores do setor elétrico brasileiro em andamento.
Antes da GATE, ela atuou por 6 anos no Pará em outro grande projeto do setor, o Bipolo II de Belo Monte, a XRTE (Xingu Rio Transmissora de Energia), maior linha do mundo em 800kVcc com 2.543km de extensão, que transmite grandes blocos de energia gerados pela Usina de Belo Monte, no Pará, ao Rio de Janeiro:
Participei desde a construção na Subestação Xingu, que no pico da obra contava com mais de 800 trabalhadores, onde era a única engenheira e uma das poucas mulheres da obra, revela a engenheira, que coordenou a publicação do livro.
Além da SGBH, o evento contará com representantes de instuições como Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), e Comitê Mulheres na Energia, dentre outras. O workshop terá também apresentação da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga.
Fonte: veja.abril.com.br