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VÍDEO: após dois anos de obras de restauro, retirada de tapumes revela a exuberância do novo Museu da Justiça

Após dois anos de obras, a retirada de tapumes e andaimes começa a revelar a nova aparência do Museu da Justiça, no Centro do Rio. Localizado na Rua Dom Manuel, próximo à Praça XV, o edifício histórico teve as quatro fachadas restauradas. O prédio, conhecido como antigo Palácio da Justiça, completa 100 anos no próximo dia 6 de novembro. A intervenção recuperou mais de 8 mil metros quadrados de fachadas. Entre os trabalhos realizados estão a restauração de ornamentos danificados


Após dois anos de obras, a retirada de tapumes e andaimes começa a revelar a nova aparência do Museu da Justiça, no Centro do Rio. Localizado na Rua Dom Manuel, próximo à Praça XV, o edifício histórico teve as quatro fachadas restauradas. O prédio, conhecido como antigo Palácio da Justiça, completa 100 anos no próximo dia 6 de novembro. A intervenção recuperou mais de 8 mil metros quadrados de fachadas. Entre os trabalhos realizados estão a restauração de ornamentos danificados, muitos deles recuperados manualmente, e o tratamento da base original de granito preto, que tem oito metros de altura. A obra foi acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Museu da Justiça, no Centro do Rio. Vídeo: Pedro Bohnenberger/ CBN A juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Carla Faria Bouzo, ressalta que o restauro é uma intervenção detalhista e que preserva a história do prédio. "A obra de restauro é diferente de uma obra normal. A gente tem toda uma preocupação em manter os elementos originais, as características originais do prédio. Então, por exemplo, se a gente tem alguma peça faltante, alguma peça deteriorada, a gente tenta consertar. Se tem, por exemplo, um elemento faltante, a gente tenta substituir por um protótipo semelhante ao que era o original, para manter a fachada na exata medida do que era anteriormente". Construído na década de 1920, o edifício foi sede da Corte de Apelação do Distrito Federal e recebeu julgamentos de grande repercussão nacional. Entre os casos que passaram pelo local estão os da Chacina da Candelária e dos assassinatos da atriz Daniela Perez e do jornalista Tim Lopes. Em 1940, o prédio também foi palco da assinatura do decreto-lei que instituiu o Código Penal brasileiro, durante o governo de Getúlio Vargas. Desde 1999, o imóvel abriga o Museu da Justiça, que reúne mais de cinco mil itens, entre documentos do século XVIII, processos judiciais antigos, pinturas e mobiliário histórico. O espaço também promove exposições e atividades culturais gratuitas, aproximando o público da história do Judiciário e da memória do país. Carla Faria ouzo conta que o local guarda um valoroso patrimônio histórico. "A gente, às vezes, sai, viaja para procurar patrimônio histórico de outros países e a gente tem aqui embaixo do nosso nariz uma joia, uma joia do patrimônio histórico cultural. O prédio tem 100 anos, ele já foi Tribunal de Alçada Criminal, ele já funcionou ali também o Tribunal do Júri, o primeiro Tribunal do Júri, onde foram realizados julgamentos históricos. A gente tem também uma preocupação com a guarda de documentação, então a gente tem processos antigos, a gente tem exposições, a gente tem atividades culturais no local, existe ali também dentro do CCPJ, que é o Centro Cultural do Poder Judiciário. Nós temos visitas guiadas". Entre janeiro e setembro deste ano, aproximadamente 19 mil pessoas visitaram o museu. Com a conclusão do restauro e a recuperação da aparência original do edifício, a expectativa é ampliar as parcerias com outros equipamentos culturais e profissionais do turismo para incluir o espaço em novos roteiros pelo Centro do Rio.

Fonte: cbn.globo.com

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