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A nova pesquisa BTG/Nexus sobre a disputa Flávio x Lula, a última antes do segundo turno

Levantamento mostra empate técnico no total da amostra e aponta vantagem do senador nos votos válidos no modelo de' eleitor provável', que já estima a abstenção

Flávio Bolsonaro aparece com 50,5% dos votos válidos e Lula, com 49,5%, na nova pesquisa BTG/Nexus sobre o segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado, 24. A diferença numérica entre os dois candidatos é de 1 ponto percentual e está dentro da margem de erro do levantamento, de 2,2 pontos para mais ou para menos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 24 de outubro, com 2.000 eleitores em todo o país. Segundo o relatório, 90% das entrevistas foram feitas neste sábado, 24, e 10% na sexta-feira, 23.

Como fica a disputa nos votos totais?

No cenário estimulado, considerando toda a amostra, Flávio Bolsonaro tem 47% das intenções de voto e Lula, 46%. Outros 5,2% declaram voto branco ou nulo, enquanto 1,8% não sabem ou não responderam.

Na comparação com a pesquisa divulgada em 19 de outubro, Flávio oscilou de 46,5% para 47%, enquanto Lula passou de 45,9% para 46%. As movimentações ocorreram dentro da margem de erro.

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O que mostra o modelo de eleitor provável?

A BTG/Nexus também apresenta um resultado específico pelo chamado Likely Voter Model, ou Modelo de Eleitor Provável, que busca estimar o efeito da abstenção sobre a votação. Nesse recorte, Flávio Bolsonaro aparece com 52,4% dos votos válidos e Lula, com 47,6%.

O modelo considera uma abstenção estimada de 21% e classifica os entrevistados conforme a probabilidade de comparecimento às urnas. Para isso, leva em conta respostas sobre a intenção de votar no segundo turno, o histórico de participação em eleições anteriores e características associadas à abstenção.

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Na distribuição completa do modelo, Flávio registra 40,6%, Lula, 36,8%, a abstenção estimada soma 21%, branco ou nulo aparece com 0,9% e 0,6% não sabem ou não responderam.

A própria BTG/Nexus ressalta que o LVM não é uma previsão do resultado da eleição. Trata-se de uma modelagem que procura incorporar à intenção de voto o possível impacto da abstenção.

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Por que a BTG/Nexus divulga dois resultados?

O instituto apresenta tanto o resultado tradicional, baseado no conjunto dos entrevistados, quanto o modelo de eleitor provável. No total da amostra, os votos válidos são de 50,5% para Flávio e 49,5% para Lula. No LVM, passam a 52,4% e 47,6%, respectivamente.

Segundo o relatório, a diferença ocorre porque o modelo retira da amostra os 21% de entrevistados considerados menos propensos a comparecer às urnas, enquanto a pesquisa convencional mantém todos os eleitores ouvidos.

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O que mostra a pesquisa espontânea?

Na pergunta espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente, Flávio registra 45,7% e Lula, 44,9%. Branco ou nulo somam 5,9%, enquanto 3,4% não sabem ou não responderam.

Também nesse cenário a diferença numérica é pequena: 0,8 ponto percentual entre os dois candidatos.

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O que mudou nos votos válidos?

A série da BTG/Nexus mostra redução da diferença entre os candidatos desde a primeira rodada do segundo turno. Em 13 de outubro, Flávio tinha 51,6% dos válidos e Lula, 48,4%. Em 19 de outubro, eram 50,3% e 49,7%. Agora, os percentuais são de 50,5% e 49,5%.

As oscilações entre as rodadas são pequenas e permanecem dentro da margem de erro do levantamento.

Quantos eleitores dizem que não vão mais mudar de voto?

A pesquisa mostra um eleitorado altamente definido na véspera da votação. Segundo a BTG/Nexus, 94,3% afirmam que sua decisão já está tomada e não vai mais mudar. Outros 4,7% dizem que ainda podem trocar de voto, enquanto 1,1% não sabem responder.

Entre os eleitores de Flávio, 97,4% afirmam que a decisão é definitiva e 2,5% ainda admitem mudança. Entre os de Lula, 95,7% dizem que não mudarão mais e 3,8% ainda podem rever a escolha.

Para onde podem ir os votos de quem ainda admite mudar?

Entre os 4,7% que dizem que ainda podem trocar de voto, a maior parcela, 60,2%, afirma que escolheria branco ou nulo como segunda opção. Outros 18,4% citam Flávio Bolsonaro e 6,3%, Lula. Há ainda 15,1% que não sabem responder.

O levantamento também apresenta uma simulação que incorpora essas possíveis mudanças. Nela, Flávio poderia chegar a 47,9% dos votos totais e Lula, a 46,3%. Trata-se de uma simulação baseada nas respostas dos entrevistados, e não de uma projeção do resultado da eleição.

Para onde foram os votos dos candidatos derrotados no primeiro turno?

Flávio Bolsonaro recebe 65,9% dos eleitores que dizem ter votado em Romeu Zema no primeiro turno, enquanto Lula registra 18,5%. Entre os eleitores de Renan Santos, Flávio tem 54,6% e Lula, 24,7%. No grupo de Ronaldo Caiado, os percentuais são de 47,6% e 35,3%, respectivamente.

Entre os eleitores de Augusto Cury, a divisão aparece mais equilibrada: 41,8% dizem votar em Flávio e 40,6%, em Lula. Os grupos têm bases menores do que a amostra total e, por isso, devem ser interpretados com cautela.

Como renda, religião e região dividem o voto?

Os cruzamentos mostram diferenças marcantes. Entre os eleitores com renda de até um salário mínimo, Lula tem 59,1% das intenções de voto e Flávio, 30,9%. Acima de cinco salários mínimos, Flávio registra 55,5% e Lula, 38,9%.

Na religião, Flávio aparece com 63,7% entre os evangélicos e Lula, com 30,6%. Entre os católicos, Lula registra 51,8% e Flávio, 41%. Entre os entrevistados sem religião, Lula tem 56% e Flávio, 37,2%.

Regionalmente, Lula registra 60,5% no Nordeste, contra 33,1% de Flávio. No Sul, Flávio tem 58,5% e Lula, 34,2%. No Sudeste, os percentuais são de 50,8% para Flávio e 42,1% para Lula.

Quem enfrenta maior rejeição?

Lula tem 49,1% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 46,5%, segundo o indicador de potencial de voto e rejeição da BTG/Nexus. Ao mesmo tempo, 43,1% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, contra 43,5% no caso de Flávio.

Outros 4,4% dizem que poderiam votar em Lula, mas ainda não estão totalmente certos, enquanto 5,3% afirmam o mesmo sobre Flávio.

Como está a aprovação do governo Lula?

A aprovação do trabalho do presidente aparece em 46,1%, enquanto 49,4% desaprovam. Outros 4,5% não sabem responder.

Os recortes acompanham parte da divisão observada na intenção de voto. A aprovação chega a 62% no Nordeste e a 61,9% entre quem recebe até um salário mínimo. Já a desaprovação registra 58,3% no Sul e 58,8% entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos.

Qual é a metodologia da pesquisa?

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais por telefone entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08234/2026.

VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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