Ex-ministra deu declaração em reunião estratégica de campanha, na elaboração dos passos para o segundo turno
A ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu (PT-TO), coordenadora no Tocantins da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, deu uma declaração polêmica em uma reunião com o petista e representantes das 27 unidades da federação. Para ela, a campanha eleitoral tem dado muito destaque à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e, ao mesmo tempo, deixado de explorar as vantagens de ter Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente.
A situação levou Abreu a ser aplaudida pelos demais coordenadores de campanha de seus respectivos estados. Em entrevistas concedidas depois, ela não negou a situação e tentou se explicar. “Eu sou muito pragmática e objetiva (… ). Fiz uma comparação. Na minha opinião, Alckmin deveria aparecer mais. A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente”, disse.
Kátia Abreu tentou mostrar que sua posição não tinha relação com questões pessoais, mas políticas, visto que a posição de Alckmin em 2022 foi um dos pontos determinantes para a eleição de Lula, que teve no seu vice a maior representação da construção de uma frente ampla contra o fundamentalismo. “Com relação à primeira-dama, que eu conheço muito pouco, não tenho nenhum tipo de relação íntima, pessoal com ela, também não tenho nada contra. Eu estava ali [em reunião de campanha] como agente político que pretende e quer ganhar a eleição”, comentou Abreu.
“Não querendo desmerecê-la, ao contrário: querendo enaltecer o vice-presidente Alckmin, que tem uma popularidade muito grande no país, é admirado por todos os cantos, e especialmente em São Paulo”, completou.
A ex-ministra também afirmou que não esperava que sua fala viesse a público, por estar em um encontro com lideranças do PT, sem a presença de representantes da imprensa, mas que, ao se deparar com a situação, não negaria o que disse.
Fonte: veja.abril.com.br