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Apetite por empréstimos da SpaceX, de Elon Musk, acende alerta entre investidores

Operação de US$ 40 bilhões para financiar chips de IA eleva o custo de proteção contra calote e pressiona títulos da empresa

A SpaceX negocia uma captação de 40 bilhões de dólares para comprar chips de inteligência artificial da Nvidia. O plano prevê cerca de 10 bilhões de dólares em empréstimos bancários e 30 bilhões de dólares em títulos de dívida, numa operação liderada pela Apollo Global Management e ainda sujeita a alterações ou cancelamento.

A reação do mercado expôs o receio de que a expansão esteja avançando mais depressa que a capacidade financeira da companhia. O custo dos contratos que protegem contra um calote da SpaceX subiu 16,7 pontos-base nesta quarta-feira, para aproximadamente 197,6 pontos-base o maior nível desde que esses instrumentos começaram a ser negociados regularmente, em junho.

Os títulos da empresa com vencimento em 2056 também recuaram para cerca de 85 centavos por dólar, com rendimento 2,27 pontos percentuais superior ao dos papéis do Tesouro americano. A deterioração ocorreu poucos meses depois de a SpaceX vender 25 bilhões de dólares em bônus, logo após levantar 86 bilhões de dólares em sua abertura de capital, o que reforça a percepção de uma dependência crescente de recursos externos.

A classificação BBB ainda mantém a dívida da SpaceX no grau de investimento, mas a nota é a mais baixa dessa categoria na escala da S&P. A agência prevê fluxo de caixa livre negativo até 2029 e admite um rebaixamento caso a companhia mantenha os investimentos pesados sem transformar a divisão de inteligência artificial em lucro suficiente para conter a alavancagem.

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O risco financeiro contrasta com o desempenho operacional da empresa, que acaba de realizar, na missão Crew-13, sua viagem mais rápida à Estação Espacial Internacional, com duração aproximada de oito horas. Para os investidores, porém, a competência tecnológica não elimina a questão central: quanto maior o endividamento, menor a margem para atrasos e retornos abaixo do esperado nos projetos de inteligência artificial.

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Fonte: veja.abril.com.br

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