Alta no custo dos chips de memória encarece os novos aparelhos, enquanto a disputa por componentes para IA pressiona a fabricante
Poucas semanas depois de apresentar o iPhone 18 Pro e o Pro Max, a Apple começou a frear a produção dos aparelhos. Segundo o site japonês Nikkei Asia, especializado em economia e negócios, a procura abaixo do esperado levou a companhia a pedir que alguns fornecedores fabricassem menos componentes as encomendas foram reduzidas em pelo menos 15% em relação ao volume previsto inicialmente.
Os preços ajudam a explicar a cautela dos compradores. Nos Estados Unidos, o iPhone 18 Pro custa a partir de 1 199 dólares, enquanto o Pro Max sai por pelo menos 1 299 dólares. São 100 dólares a mais do que os respectivos modelos da geração anterior.
O reajuste acompanha o encarecimento dos chips de memória, cada vez mais disputados pelas empresas que constroem centros de processamento de inteligência artificial. Em junho, a Apple já havia aumentado os preços de iPads e MacBooks, sob a justificativa de que não conseguia mais absorver a alta dos componentes.
A própria aposta da Apple em inteligência artificial aumenta a pressão sobre os custos. Os novos recursos exigem memórias mais potentes, justamente os componentes disputados pelos grandes projetos de data centers. Para a fabricante, fica mais difícil oferecer novidades sem elevar o preço e convencer o consumidor de que vale a pena trocar de celular.
Fonte: veja.abril.com.br