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Às vésperas da eleição em Israel, Trump declara apoio pleno e total a Netanyahu

Primeiro-ministro mais longevo da história israelense disputa novo mandato em meio à guerra conjunta com os EUA contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no pleito israelense que ocorre no próximo dia 27 de outubro.

Neste domingo, 18, Trump publicou na rede Truth Social uma carta em que declara “apoio pleno e total a Bibi Netanyahu” nas eleições de outubro. “É o tipo de parceiro que os Estados Unidos desejam para Israel, um país pelo qual fez tanto”, diz o presidente americano.

Em um recente vídeo de campanha do Likud, partido governista em Israel, Netanyahu celebra a boa relação com Trump, o apoio dos EUA nos conflitos no Oriente Médio e as vitórias militares que, conforme ele próprio, “esmagaram o Irã”. Segundo o premiê, caso reeleito, trabalhará com a Casa Branca para “eliminar a ameaça iraniana nos próximos dois anos”.

Eleição testará força política de Netanyahu após falha de segurança contra o Hamas

Em pouco mais de duas semanas, Israel realizará sua primeira eleição desde o ataque realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 israelenses mortos, entre civis e militares. A ofensiva do grupo islâmico deflagrou uma guerra na Faixa de Gaza que, segundo números oficiais dos governos, causou a morte de ao menos 75.000 palestinos e 2.000 israelenses.

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No cenário doméstico, embora conte com o apoio majoritário da população nas guerras contra o Hamas e o Irã, Benjamin Netanyahu é alvo de suspeitas sobre graves falhas de segurança militar durante a crise de 7 de outubro. Na imprensa internacional, circulam denúncias de que o premiê teria sido avisado com antecedência sobre os ataques, por meio de aliados em outros países, e deliberadamente decidiu não mobilizar as forças de defesa.

Mais longevo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu acumula mais de 18 anos à frente do Executivo desde que foi eleito pela primeira vez, em 1996. Seu principal rival nas urnas em outubro é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Israelenses e uma das vozes mais críticas à atuação do atual premiê sobre os ataques do Hamas em 2023.

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Fonte: veja.abril.com.br

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