Confronto começou após suspeitos apontarem armas contra policiais militares na favela de Santa Rosa, que reagiram e mataram a dupla; logo após o episódio, um terceiro homem disparou contra a base da Polícia Militar Ambiental
A Base da Polícia Militar Ambiental foi alvo de disparos na noite desta sexta-feira (16) no Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a corporação, o ataque aconteceu logo após um confronto entre a força tática e traficantes causar a morte de dois suspeitos na favela de Santa Rosa, na mesma região.
De acordo com a PM, as ocorrências começaram quando equipes do 21º Batalhão de Polícia Militar faziam patrulhamento e avistaram vários homens armados dentro da comunidade. O grupo apontou as armas na direção dos policiais que reagiram e, assim, um tiroteio começou.
Durante o confronto prévio ao ataque, dois suspeitos foram atingidos. Um dos homens teve a morte constatada ainda no local pelo Samu. Segundo a PM, o suspeito tinha ficha criminal por roubo e tráfico de drogas. Com a dupla, os policiais apreenderam duas pistolas, uma calibre .40 e outra 9 mm, ambas com numeração raspada, além de uma mochila com drogas.
De acordo com a Polícia Militar, logo após o primeiro episódio, ainda na noite de sábado (16), um homem passou em frente à Base da Polícia Militar Ambiental e efetuou diversos disparos, que atingiram uma viatura e o muro da unidade.
Em seguida, tentou fugir para o interior da comunidade Santa Rosa. Uma câmera de segurança registrou o momento dos disparos. Na gravação, é possível ouvir o barulho dos tiros. Veja:
Uma equipe do 21º BPM/I que foi em apoio à base se deparou com o homem armado em via pública. Conforme a PM, ele tentou atirar contra os agentes, que revidaram. Após ser baleado, o Samu foi acionado e o suspeito foi levado para atendimento médico.
Com ele, os policiais apreenderam uma pistola Glock G17 calibre 9 mm, com numeração suprimida. O suspeito tem antecedentes por tráfico e outros crimes previstos na Lei de Drogas.
PM cita “hostilidade” contra os agentes
Em nota enviada à CNN Brasil, a corporação afirma entender que a sequência de episódios reforça um “alto grau de hostilidade” contra a PM na região.
“A sucessão de eventos corrobora o forte grau de hostilidade contra a Polícia Militar na região, que apresenta indícios de domínio social estruturado, nos termos da Lei nº 15.358/2026 (Marco Legal do Combate ao Crime Organizado). O local encontrava-se com barricadas e pichações alusivas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Para tentar impedir o trabalho da polícia, criminosos atuam em pontos de contenção utilizando táticas de guerrilha, radiocomunicadores e equipamentos de uso militar”, diz a nota.
Os locais dos dois confrontos passaram por perícia e os casos serão investigados pela Polícia Civil. Paralelamente, foram instaurados IPMs (Inquéritos Policiais Militares) para apurar os fatos em conjunto com a Polícia Judiciária Militar.
A CNN Brasil tenta contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública). O espaço segue aberto.
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br