Senador eleito pelo PL do Rio de Janeiro acusa o atual presidente do Senado de omissão diante de decisões do STF e critica a não instalação da CPMI do Master
O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) defendeu que a oposição trabalhe para impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à Presidência do Senado e indicou o líder do PL, Rogério Marinho (RN), como seu nome preferido para comandar a Casa a partir do próximo ano. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Jordy acusou Alcolumbre de ter sido omisso diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e de não ter defendido as prerrogativas do Congresso Nacional. (este texto é um resumo do vídeo acima)
Davi Alcolumbre foi um péssimo presidente do Senado, um péssimo presidente do Congresso Nacional, afirmou o parlamentar. Segundo ele, o atual presidente da Casa demonstrou estar mais interessado em seus próprios interesses e nos de aliados do que no exercício de suas funções institucionais.
Por que Jordy quer barrar a reeleição de Alcolumbre?
Na avaliação de Jordy, Alcolumbre perdeu credibilidade política para permanecer no comando do Senado por não ter tomado providências diante de decisões de ministros do Supremo que, segundo o senador eleito, configurariam crimes de responsabilidade e outras infrações. Ele afirmou que houve centenas de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte e criticou a falta de encaminhamento dessas iniciativas.
Ele deveria ter exercido o seu papel de presidente do Congresso Nacional, não defendeu o Parlamento e por isso que ele já não tem mais nenhuma credibilidade para exercer esse cargo, declarou.
A crítica está ligada à defesa, por Jordy, de uma atuação mais incisiva do Legislativo diante do STF. Durante a entrevista, o senador eleito sustentou que o Congresso precisa recuperar sua independência e que a escolha do próximo presidente do Senado será importante para a condução dessa agenda.
Por que a CPMI do Banco Master virou motivo de confronto?
Jordy apontou a não instalação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) do Banco Master como um dos principais motivos para contestar a permanência de Alcolumbre no cargo. Autor do requerimento, segundo afirmou, o senador eleito disse que a iniciativa reuniu 281 assinaturas: 42 de senadores e 239 de deputados.
Jordy classificou a adesão como excepcional e comparou o número ao da CPMI dos Correios, que, segundo ele, havia registrado anteriormente o recorde de assinaturas, com 223.
O parlamentar alegou que Alcolumbre contrariou o regimento do Congresso e a jurisprudência do Supremo ao não dar andamento à comissão. Ele simplesmente tratou a vontade dos parlamentares, a vontade da população brasileira, que nos conferiu o voto popular e impediu que houvesse a instalação da CPMI no Banco Master, disse.
O senador eleito também levantou suspeitas sobre a relação de Alcolumbre com o caso. Segundo Jordy, o presidente do Senado indicou o responsável pelo fundo de previdência do Amapá que teria aplicado 400 milhões de reais em títulos do Banco Master.
Quem Jordy quer no comando do Senado?
Ao projetar a próxima composição da Casa, Jordy afirmou que a oposição poderá reunir cerca de 54 senadores alinhados ao seu campo político a partir do próximo ano. Com base nessa expectativa, defendeu que o grupo trabalhe para eleger um presidente do Senado comprometido com a agenda da oposição.
O nome indicado por ele foi o de Rogério Marinho, líder do PL no Senado. Eu defendo que um nome que é muito técnico, um nome que tem currículo, seja o Rogério Marinho, o nosso líder Rogério Marinho, muito capacitado, afirmou.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: veja.abril.com.br