Rumores sobre mudanças no governo Trump surgiram depois que os republicanos perderam o controle das duas Casas do Congresso
A Casa Branca negou nesta quinta-feira, 5, os rumores de que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, poderiam deixar seus cargos após a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato. As especulações surgiram em meio à pressão sobre o governo de Donald Trump, que enfrentará um Congresso controlado pelos democratas a partir de janeiro.
Hegseth se tornou alvo de ataques pela condução da guerra contra o Irã, apontada por Trump e pelo vice-presidente, J.D. Vance, como um dos fatores que contribuíram para o resultado eleitoral. Segundo a emissora americana CBS, o presidente americano consultou assessores sobre a permanência do secretário.
Questionado sobre o futuro de Hegseth, no entanto, Trump disse à emissora ABC que tinha “toda a intenção” de mantê-lo no cargo. Mais tarde, em conversa com jornalistas na Casa Branca, o republicano elogiou o secretário e afirmou que ele havia feito um trabalho fantástico.
+ Democratas conquistam mais quatro cadeiras e ampliam vantagem na Câmara dos EUA
O secretário também enfrenta pressão no Congresso. O deputado republicano Thomas Massie, crítico de Trump, disse que pretende acionar um pedido de impeachment contra Hegseth já na próxima semana. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o chefe do Pentágono defendeu sua gestão e classificou a iniciativa como uma farsa.
Rubio, por sua vez, rejeitou as especulações de que estaria considerando deixar o governo. Em entrevista ao jornal americano The New York Times, o secretário disse que trabalhar com Trump até o fim de seu mandato sempre foi seu plano. A Casa Branca e o Departamento de Estado também desmentiram os rumores.
“Adoro o trabalho que estou fazendo”, afirmou Rubio. “E, além disso, rio sempre quando dizem que vou deixar o cargo. Pergunto: Qual deles?'”
O secretário de Estado, que também atua como conselheiro de Segurança Nacional, é citado como um possível candidato republicano à Presidência em 2028. Na entrevista, porém, ele evitou comentar sobre seu futuro político.
Fonte: veja.abril.com.br