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Caso Isabelle: 2 semanas em investigação sobre razões da estudante ter tirado a própria vida

Notícia repercutiu no país e gerou comoção da população; até o momento, 16 depoentes foram ouvidos pela Polícia Civil The post Caso Isabelle: 2 semanas em investigação sobre razões da estudante ter tirado a própria vida appeared first on O Estado CE.

Em que pese a morte de Isabelle Caracristi ter ocorrido no último dia 13, o caso só veio à tona cinco dias depois, quando sua mãe, Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo pedindo esclarecimentos sobre o fato que levou sua filha  a perder a vida.

Dez dias depois, durante coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (23), na sede da Polícia Civil do Ceará (PCCE), autoridades policiais informaram que a jovem havia se jogado do 23º andar do condomínio La Piazza, na Aldeota.

As investigações no âmbito das pontas soltas durante as diligências em torno do relacionamento da estagiária com João Munhoz Neto geraram comoção da população pelo país nas últimas semanas.

João Munhoz está preso desde terça-feira (22). Na data, a prisão aconteceu preventivamente, com anuência da Justiça, portanto, por suspeita de obstrução nas investigações.

Um dia depois, a prisão ganhou como elemento de justificativa uma suposta indução do homem ao suicídio da estudante. No vídeo em que cobra explicações, a mãe de Isabelle cobra por respostas da mãe do companheiro da vítima, Sara Regina Alexandre Munhoz, e do até então namorado.

Isabelle passou a morar com a família de João Munhoz. A contar do dia da ocorrência até o início desta semana, na segunda-feira (21) e na terça, foram nove dias sem respostas sobre a maneira em que Isabelle morreu.

O Estado esteve em frente à 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital na segunda, dia em que João Munhoz, 34 anos, ainda era procurado pela PCCE, e que iria prestar depoimento na unidade.

Por volta das 20 horas do mesmo dia, policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais ou Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) afirmaram que o bacharel em Direito não iria comparecer ao local.

Mais tarde, João foi ouvido na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Na terça, segundo as advogadas responsáveis pelo caso de Isabelle, Adriana Alves e Patrícia Viana, o mandado de prisão preventiva foi solicitado na manhã de segunda, e a decisão foi cumprida após o bacharel ser ouvido pela Polícia.

João Munhoz foi inicialmente detido na Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), no Centro, e, após passar por audiência de custódia, teve a prisão mantida pela Justiça e foi transferido na quarta para a Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Durante a coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil PCCE, Márcio Gutiérrez, afirmou que as investigações no âmbito da morte de Isabelle iniciaram com a hipótese de um suicídio cometido pela estudante, mas que analisam a perspectiva de gênero em relação ao relacionamento abusivo que a estudante de Direito estava, conforme mãe de Isabelle.

Uma postura não colaborativa do namorado da Isabelle. Essa postura não colaborativa e com outros elementos que foram surgindo ao longo das investigações após os depoimentos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do João, disse o delegado-geral.

A mãe, o irmão e sua namorada, além de um amigo de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, que está preso, foram ouvidos pela Polícia Civil PCCE em depoimento nesta quinta-feira (24), na 2º DP da Capital.

“Os depoimentos apontam relacionamento abusivo, violência psicológica. Foi levado em consideração no momento da prisão. Informações prestadas por testemunhas e obtidas também através da investigação da Polícia Civil apontam que João mantinha ali uma relação de controle, de limitação de ir e vir.

Temos depoimentos que afirmam que a Isabelle não podia sequer ir sozinha à farmácia, descer do escritório”, detalhou o delegado. Após mandado judicial de busca e apreensão, o carro da família que morava no condomínio também foi vistoriado, na quinta, mas nenhum objeto de interesse em meio a investigação foi localizado no interior do veículo.

Ao término da busca, o veículo foi liberado para o proprietário. Até o momento, 16 depoentes foram ouvidos pelas autoridades policiais até o momento. Nesta sexta-feira (25), o último depoimento prestado, até a publicação deste conteúdo, foi do ex-namorado de Isabelle, por volta das 9 horas às 11 horas.

Conforme decisão publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça (22), a mãe de João Munhoz foi exonerada de cargo de comissão na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP).

A ex-servidora foi encontrada no domingo (20) pela PCCE em Cumbuco, na Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Os aparelhos celulares dela e do namorado da estudante e um tablet foram apreendidos e passam por perícia.

Laudos da Perícia
No dia em que a estudante foi encontrada morta, dia 13 de setembro, após a coleta da perícia, não foram encontrados indícios de violência ou briga dentro do apartamento em que ambos viviam.

Segundo o chefe da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), os laudos produzidos também indicam que não houve luta ou sinal de defesa na ocorrência. Também foi informado que o reconhecimento do corpo ocorreu no condomínio, onde foi fornecida a documentação da vítima.

Foi descartada a hipótese de que o corpo da estudante deu entrada sem documentos. Na manhã de segunda, o irmão de Isabelle, Rafael Magalhães, afirmou a um veículo local que a irmã estava grávida, informação que, após um dos laudos da Pefoce, foi descartada.

A Perícia do Ceará produziu, até a publicação deste conteúdo, 11 laudos no âmbito da dinâmica da morte de Isabelle Caracristi: laudos de necropsia, toxicológico e de local de crime. Sem citar a quantidade, outros laudos serão produzidos nesta quarta. Os exames toxicológicos não identificaram substâncias como drogas e álcool no organismo de Isabelle.

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Fonte: oestadoce.com.br

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