A articulação entre diferentes instituições e territórios é um dos principais caminhos para ampliar o alcance das políticas de inovação no Ceará. A partir dessa proposta, o Comitê Estadual de Inovação e os comitês regionais vêm atuando para aproximar universidades, empresas, poder público, entidades de fomento e empreendedores, criando uma rede capaz de conectar demandas [] O post Comitê Estadual de Inovação fortalece integração do ecossistema cearense e aproxima diferent

A articulação entre diferentes instituições e territórios é um dos principais caminhos para ampliar o alcance das políticas de inovação no Ceará. A partir dessa proposta, o Comitê Estadual de Inovação e os comitês regionais vêm atuando para aproximar universidades, empresas, poder público, entidades de fomento e empreendedores, criando uma rede capaz de conectar demandas locais a conhecimento, recursos e novas oportunidades.
Para Herbart Melo, articulador da Unidade de Inovação do Sebrae/CE e organizador do Siará Tech Summit, evento que vem ajudando a reforçar esse cenário de cooperação com foco em inovação, a estrutura formada no Comitê é fundamental para que o desenvolvimento do ecossistema alcance diferentes regiões do Estado. O Comitê Estadual e os Comitês Regionais são elementos fundamentais para o desenvolvimento do ecossistema de inovação do Ceará. São eles que fortalecem e modificam o cenário de todas as regiões do Estado, afirma.
A integração entre esses diferentes atores depende, sobretudo, de uma estrutura organizada de governança, aspecto destacado por Alci Porto, diretor técnico do Sebrae Ceará. Para ele, esse é um dos maiores diferenciais do modelo que vem sendo estruturado no Estado, ao articular redes concentradas em diversas localidades do Ceará com perspectivas que chegam a ultrapassar até mesmo os limites da fronteira do país. A governança no projeto de ecossistema de inovação é o cerne da questão. O Comitê Estadual de Inovação reúne os entes que compõem as ações de inovação e tecnologia do Estado. A partir dessa organização, conseguimos integrar projetos, recursos, programar orçamento de forma conjunta e reunir a inteligência das pessoas que atuam nas instituições, destaca.
Segundo Alci, o próximo passo é aprofundar a integração entre os programas desenvolvidos por cada instituição e avançar na construção de um planejamento estratégico conjunto. O Ceará fez um importante dever de casa ao organizar e integrar o ecossistema. Agora, vamos integrar os programas de cada um para avançar no planejamento estratégico da inovação no Estado, completa.
Inovação que atravessa o Ceará
Essa articulação ganha características diferentes em cada território. Na Ibiapaba, por exemplo, a aproximação entre academia, produtores e mercado pode contribuir diretamente para setores que já têm forte presença regional, como o agronegócio.
Jair José Moreira, professor de Administração da Faculdade Ibiapaba e integrante do comitê regional, explicou como a interação de diversos agentes do comitê impulsiona projetos na área do agronegócio setor em desenvolvimento na Ibiapaba , citando a criação de iniciativas de automação da irrigação, além de apoio dado a iniciativas voltadas à valorização de produtores locais. Jair ainda destacou as oportunidades de desenvolvimento profissional que estão sendo geradas a partir da possibilidade de aproximar estudantes das demandas existentes no território. O comitê pode fazer justamente essa ponte entre as instituições de ensino, os produtores e o mercado. Temos alunos desenvolvendo projetos que podem melhorar o campo e também iniciativas que ajudam a dar maior visibilidade aos empreendedores da região, explica.
Para ele, a conexão entre os próprios comitês também amplia a possibilidade de troca de experiências. Temos comitês com trajetórias mais longas que a nossa. Podemos aprender com eles e também levar aquilo que estamos fazendo bem. Esse contato permite entender o que já está sendo implementado e dando resultado em outros territórios, afirma.
Integração que fortalece
O diretor de Inovação da Funcap, Jorge Soares, também destaca que a integração institucional permite combinar diferentes competências dentro do mesmo ecossistema. Segundo ele, a Fundação contribui especialmente aproximando universidades, pesquisadores e mecanismos de fomento das iniciativas voltadas à inovação. Cada instituição reconhecendo o seu papel e colaborando com as outras é a forma de avançar. O Ceará tem um diálogo muito bom entre esses atores e conseguimos juntar academia, governo e empresas por meio de mecanismos específicos de fomento e de parcerias, ressalta.
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Fonte: sobralonline.com.br