A defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu ao STF a revogação da ordem do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega do passaporte dele, incluindo o diplomático, e ainda recorreu à proibição dele manter contato com Willer Tomaz. Os advogados ainda tentam fazer com que o ministro André Mendonça assuma a relatoria do caso no lugar de Alexandre de Moraes. O pedido foi endereçado ao presidente, Edson Fachin. A defesa pede que Moraes seja declarado impedido ou suspeito para cont

A defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu ao STF a revogação da ordem do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega do passaporte dele, incluindo o diplomático, e ainda recorreu à proibição dele manter contato com Willer Tomaz. Os advogados ainda tentam fazer com que o ministro André Mendonça assuma a relatoria do caso no lugar de Alexandre de Moraes. O pedido foi endereçado ao presidente, Edson Fachin. A defesa pede que Moraes seja declarado impedido ou suspeito para continuar à frente do processo, porque a investigação envolve uma empresa ligada à Daniel Vorcaro que cedeu uma aeronave usada por Moraes e pela família. Os advogados consideram ainda que a investigação sobre Flávio teve origem em apurações sobre Willer Tomaz no caso da operação Sem Desconto, que mira um esquema de fraude no INSS, e que tem Mendonça como relator. Por isso, a alegação é que o ministro também deveria assumir o processo que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Já no recurso contra a entrega do passaporte de Flávio, os advogados contestam os fundamentos para justificar as restrições de contato entre o senador e Willer Tomaz, além da entrega do passaporte, e afirmam que os argumentos usados pela Polícia Federal não demonstram a participação de Flávio em atividades ilícitas. Entre os argumentos usados, estão o fato do senador aparecer como contato favorito de Willer em um aplicativo de mensagens e o pagamento de passagens aéreas pelo advogado. A defesa justifica esses pontos como relação de amizade entre os dois e que isso não indica envolvimento em um esquema criminoso. Em outra frente, a Polícia Federal investiga uma possível operação internacional para tirar Flávio Bolsonaro do Brasil e levá-lo aos Estados Unidos. Isso porque, a apuração identificou a participação de um ex-integrante do serviço secreto israelense, apoio logístico na Argentina e um voo particular de 150 mil dólares. As informações foram reveladas em uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, e ampliam as suspeitas de que a saída do parlamentar, ocorrida em 27 de outubro, foi resultado de uma operação planejada meses antes do segundo turno das eleições.
Fonte: cbn.globo.com