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Elon Musk doa quase R$ 1,4 bi a republicanos e vira maior apoiador do partido de Trump

Repasses alimentam campanhas da sigla para eleições legislativas, estaduais e municipais em novembro; bilionário voltou à Casa Branca após rompimento

O bilionário Elon Musk destinou pelo menos US$ 276 milhões (cerca de R$ 1,38 bilhões, na cotação atual) às campanhas de candidatos do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato, em novembro, que colocam em jogo cargos cruciais em estados, municípios e no Congresso dos Estados Unidos. O valor, revelado pelo jornal americano The New York Times e confirmado nesta segunda-feira, 12, pelo grupo político de Musk, o America PAC, faz dele o maior doador da sigla.

A maior fatia do financiamento US$ 158 milhões, ou aproximadamente R$ 788 milhões foi para o Senate Leadership Fund, o principal Super PAC republicano nas disputas pelo Senado, segundo o porta-voz. Ao contrário dos PACs tradicionais, que têm tetos rígidos sobre quanto cada pessoa ou empresa pode doar, os Super PACs podem receber verbas ilimitadas de indivíduos (como bilionários), empresas, sindicatos e associações.

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O grupo está investindo pesado para manter uma cadeira no Senado pelo Texas, parte fundamental do império empresarial de Musk. Embora o estado vote tradicionalmente em candidatos republicanos, o democrata James Talarico aparece seis pontos nas pesquisas (51% a 45%) à frente do rival Ken Paxton, escolhido a dedo pelo presidente Donald Trump.

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O Texas não elege um democrata ao Senado desde 1988. No total, os republicanos já colocaram mais de US$ 300 milhões na campanha de Paxton.

Entre idas e vindas, doações cruciais

Homem mais rico do mundo, Musk doou sozinho quase US$ 300 milhões à campanha presidencial de Trump em 2024. Esse apoio financeiro fez dele um alvo prioritário dos democratas, especialmente quando o empresário se juntou ao governo para liderar o chamado “departamento de eficiência governamental”, uma força-tarefa para cortar gastos públicos.

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Em maio de 2025, Musk prometeu que faria “muito menos” doações políticas e, posteriormente, entrou em conflito com Trump por causa da lei conhecida como Big Beautiful Bill, que ampliou gastos militares ao mesmo tempo que cortou impostos. Por considerar que a proposta aumentaria severamente o déficit orçamentário dos Estados Unidos e sabotaria esforços para enxugar a máquina estatal, ele chamou a legislação de “abominação nojenta” e passou a criticar o presidente americano nas redes sociais.

No entanto, a relação parece ter melhorado desde então. Na semana passada, Trump homenageou Musk com a Medalha Nacional de Ciência e o blionário voltou a assessorar oficialmente a Casa Branca como um dos responsáveis pelo “Projeto Meridian”, um estudo sobre o futuro das guerras.

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Fonte: veja.abril.com.br

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