Levantamento mostra diferenças por sexo, idade, região, escolaridade e renda na reta final do segundo turno
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro muda de configuração conforme o perfil do eleitor, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 19. O presidente aparece numericamente à frente entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, nordestinos, eleitores com ensino fundamental e brasileiros de renda mais baixa. O senador, por sua vez, registra percentuais maiores entre homens, eleitores de 25 a 40 anos, moradores do Norte/Centro-Oeste, Sudeste e Sul e nas faixas mais altas de escolaridade e renda.
No conjunto do eleitorado, o cenário estimulado mostra Flávio com 46,5% e Lula com 45,9%. A diferença entre os dois é menor do que as distâncias encontradas em vários dos segmentos pesquisados, que revelam onde cada candidatura concentra seus maiores percentuais.
Como homens e mulheres se dividem?
A diferença por sexo é uma das mais claras da pesquisa. Entre as mulheres, Lula aparece com 52,6%, enquanto Flávio tem 40,1%. Branco ou nulo somam 3,7%, e 3,6% não sabem ou não responderam.
Entre os homens, o quadro se inverte. Flávio registra 53,7% das intenções de voto, contra 38,3% de Lula. Outros 5,8% dizem votar em branco ou nulo e 2,2% não sabem ou não responderam.
Quem aparece à frente em cada faixa etária?
Lula registra seu maior percentual entre os mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos, o presidente tem 52,8%, enquanto Flávio aparece com 36,2%. Branco ou nulo chegam a 9,2%.
Entre os eleitores de 25 a 40 anos, Flávio tem 54,3% e Lula, 39,6%. Na faixa dos 41 aos 59 anos, os percentuais ficam mais próximos: Lula aparece com 47,2% e Flávio, com 45,9%. Entre os eleitores de 60 anos ou mais, Lula registra 48,5% e Flávio, 42,6%.
Onde está a maior diferença entre as regiões?
O Nordeste apresenta o maior percentual de Lula entre as regiões pesquisadas: 66,2%, contra 27,9% de Flávio. É também a maior distância regional registrada entre os dois candidatos.
No Sul, ocorre o movimento inverso. Flávio aparece com 61% e Lula, com 31,4%. O senador também registra percentual maior no Norte/Centro-Oeste, com 56,8% contra 39,3%, e no Sudeste, onde marca 49,2%, ante 40,8% do presidente.
Como a escolaridade divide o voto?
Entre os eleitores com ensino fundamental, Lula aparece com 53,2%, enquanto Flávio tem 36,3%. Outros 4,5% declaram voto branco ou nulo e 5,9% não sabem ou não responderam.
A situação se inverte nos níveis seguintes. Entre quem tem ensino médio, Flávio registra 51% e Lula, 45%. Entre os eleitores com ensino superior, Flávio chega a 53,4%, contra 37,1% de Lula.
O que acontece quando o eleitorado é dividido pela renda?
A renda também produz diferenças expressivas. Entre quem recebe até um salário mínimo, Lula aparece com 59%, contra 31,4% de Flávio. Na faixa de um a dois salários mínimos, Lula mantém percentual maior, com 55,4%, enquanto Flávio tem 36,5%.
A partir de dois salários mínimos, o quadro muda. Entre quem ganha de dois a cinco salários, Flávio tem 52% e Lula, 39,7%. Acima de cinco salários mínimos, Flávio registra 56,9%, contra 38,9% do presidente.
E como a religião separa os eleitorados?
Entre os católicos, Lula aparece com 52,7% e Flávio, com 42,4%. Entre os evangélicos, Flávio registra 62,1%, enquanto Lula tem 31,6%.
Lula também registra percentual maior entre entrevistados de outras religiões, com 52,4% contra 35,4%, e entre aqueles que se declaram sem religião, com 50% ante 32,7% de Flávio.
Quais são os contrastes mais fortes da pesquisa?
Os maiores percentuais de Lula entre os segmentos apresentados aparecem no Nordeste, onde chega a 66,2%, e entre brasileiros com renda de até um salário mínimo, com 59%. Flávio alcança seus percentuais mais elevados entre evangélicos, com 62,1%, e no Sul, com 61%.
Os dados mostram uma eleição marcada por diferenças acentuadas de perfil, mesmo em um cenário nacional bastante próximo. Nos votos válidos, Flávio aparece com 50,3% e Lula, com 49,7%, em situação de empate técnico segundo a Nexus.
Qual é a metodologia da pesquisa?
A 18ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04499/2026.
VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: veja.abril.com.br