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Equador usará forças de segurança para impor cortes de energia a empresas

Governo Noboa anuncia racionamento sob queixas de empresários que falam em interrupção de cadeia produtiva

O governo do Equador anunciou que usará as forças de segurança para obrigar empresas a cumprirem o racionamento de eletricidade imposto em meio à crise energética do país.

Solicitei a intervenção das forças de segurança para o cumprimento das medidas dispostas para cuidar da estabilidade operativa do sistema [elétrico], anunciou o secretário-geral do governo, José Julio Neira, na quinta-feira (15).

A determinação do governo é que empresas de grande consumo energético usem fontes alternativas de energia, ou gerador próprio, e se desconectem da rede nacional de eletricidade uma vez por semana, e as de médio porte, três dias da semana.

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Em uma postagem, o secretário publicou uma lista com os nomes de vinte empresas de consumo médio que, segundo ele, não estão obedecendo o racionamento imposto pela administração de Daniel Noboa.

Na lista, aparecem empresas dos setores de aquicultura e mineração, entre outros.

Houve divergência, no entanto, entre os anúncios governamentais e o da empresa pública de eletricidade do país, a Corporación Nacional de Electricidad. No site, a estatal informa que o racionamento vale de segunda a quarta para clientes industriais de alta voltagem e de quarta a sexta para os de média.

Nesta quinta, um documento emitido por uma subsecretaria do ministério de Energia também chegou a afirmar que o racionamento valeria até a próxima terça-feira (20), o que acabou negado pelo secretário.

As informações conflitantes e a extensão do racionamento de energia geraram queixas. Em comunicado, a Câmara Nacional de Aquicultura do país advertiu que a situação leva a cadeia produtiva do camarão – principal produto de exportação do Equador – a uma situação crítica.

A ampliação dos cortes e a incerteza sobre o restabelecimento do serviço colocam em risco a sobrevivência dos organismos vivos, a conservação do produto e a continuidade de empresas que mantêm empregos e exportações, expressou a associação empresarial.

A Câmara questionou que, em poucas semanas, as restrições tenham passado de um e dois dias para 72 horas, além do anúncio governamental de que usuários de consumo médio ficariam quase uma semana sem abastecimento elétrico.

Para as empresas que não contam com geração própria, uma desconexão desta duração equivale à paralisação total de suas operações, diz o texto, que pede transparência sobre o nível de gravidade da crise energética.

O racionamento foi imposto pelo governo Noboa diante da diminuição dos níveis de represas hidrelétricas, pela falta de chuvas. Segundo a imprensa local, nos últimos dias houve cortes de eletricidade não previstos em alguns setores do país.

O Equador atravessou uma grave crise elétrica em 2024. Na ocasião, o país teve que implementar racionamentos de até 12 horas diárias para a população.

A atual crise levou o governo de Abelardo de la Espriella a retomar a exportação de eletricidade ao Equador. O fornecimento do país vizinho tinha sido suspenso para garantir o abastecimento colombiano diante dos possíveis efeitos do El Niño, que já tem gerado fortes impactos em toda a região.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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