No X, antigo Twitter, John Kiriakou alegou que serviço de inteligência americano intervêm em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL)
Um ex-agente da CIA afirmou nesta segunda-feira, 5, que há evidências de que os Estados Unidos estão interferindo nas eleições no Brasil em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL). No X, antigo Twitter, John Kiriakou disse que subestimou “o poder do populismo” na corrida eleitoral e que o serviço de inteligência dos EUA no exterior está “potencialmente intervindo” no pleito.
Na publicação, Kiriakou relembrou um bate-papo com presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023 (no post anterior, falou que havia conversado com “Bolsonaro”, sem dizer se fazia menção ao pai ou ao filho, mas logo fez a correção). Ele também apontou que Flávio “vai perder”. Kiriakou não apresentou provas contra a agência americana, mas informou que traria mais informações no seu programa, Briefing Room, marcado para esta terça-feira, 6.
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Além de ter sido analista e agente da CIA, foi investigador sênior do Comitê de Relações Exteriores do Senado e consultor de contraterrorismo. Em entrevista à emissora americana ABC News em 2007, Kiriakou se tornou o primeiro ex-oficial a confirmar publicamente que a CIA utilizava técnicas de waterboarding (afogamento simulado) para torturar detentos da Al-Qaeda.
Ele ficou quase dois anos preso por divulgar informações confidenciais a jornalistas. Em 2012, antes de ser detido, ele fechou um acordo judicial admitiu que havia revelado o nome de um agente infiltrado da CIA a um jornalista freelancer, que nunca chegou a publicar o nome.
A declaração foi realizada um dia após o primeiro turno, que terminou com Flávio na liderança, com 47,03%, seguido por Lula, com 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Após a divulgação dos resultados, o presidente dos EUA, Donald Trump, definiu a vantagem de Flávio como “muito apertada, mas impressionante”. Antes disso, o mandatário americano já havia usado as redes sociais para elogiar o Brasil pela rapidez na contagem dos votos.
Fonte: veja.abril.com.br