Irmão mais novo do rei Charles III foi expulso da residência no ano passado, em decorrência do escândalo envolvendo sua ligação com Jeffrey Epstein
O ex-príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles III, recebeu uma indenização de 302 mil libras (cerca de R$ 1,99 milhão) por renunciar ao seu contrato de aluguel de uma mansão em Windsor, no Reino Unido, informou o Crown Estate, órgão responsável pela administração das propriedades da Coroa britânica, nesta sexta-feira, 9.
Em decorrência do escândalo envolvendo a ligação entre Andrew e o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, o ex-príncipe, de 66 anos, foi forçado a deixar a residência Royal Lodge no ano passado, por determinação do irmão, e se mudou para a propriedade privada de Sandringham, em Norfolk, no leste da Inglaterra. Ele morava na mansão desde 2003 com sua ex-esposa, Sarah Ferguson, e havia firmado um contrato de arrendamento de 75 anos, pelo qual não precisava pagar aluguel.
Segundo o Crown Estate, o ex-príncipe “desocupou o imóvel e pagou 1,8 milhão de libras (quase R$ 11 milhões) em reparos” após sua saída. A indenização de 302 mil libras foi descontada desse valor, reduzindo a quantia devida a cerca de 1,5 milhão de libras.
O benefício estava previsto em uma cláusula contratual que garantia compensação caso o arrendamento fosse encerrado nos primeiros 25 anos, em reconhecimento aos investimentos de aproximadamente 7,5 milhões de libras realizados na reforma da propriedade no início do contrato.
O Escritório Nacional de Auditoria do Reino Unido, órgão britânico de fiscalização de contas, identificou que Andrew sublocou imóveis dentro da propriedade real durante anos, apesar de não pagar aluguel.
Andrew foi preso e interrogado sob advertência criminal em fevereiro, quando também ocorreram buscas no Royal Lodge e em sua residência atual. As suspeitas são relacionadas ao seu papel como enviado comercial britânico, entre 2001 e 2011. Entre as acusações está o repasse de informações confidenciais a Epstein, detalhe exposto com a divulgação de documentos relacionados ao caso do financista pelo Departamento de Justiça americano no início do ano. O ex-príncipe nega todas as acusações.
Fonte: veja.abril.com.br