Ashley Moody superou Angie Nixon, segundo projeções da Associated Press
A senadora republicana Ashley Moody foi reeleita na Flórida nesta terça-feira, 3, com 50,8% dos votos, segundo projeções da Associated Press, superando a democrata Angie Nixon, que teve 48,1%. A disputa, mais acirrada que o previsto, é sinal de alerta para o Partido Republicano no estado, um reduto do presidente Donald Trump.
Outrora um dos swing states, aqueles estados onde o pêndulo político se alterna a cada eleição, a Flórida é republicana há tempos: o partido ocupa o governo estadual há mais de 30 anos e a Assembleia Legislativa há ainda mais tempo. A adesão ao partido, no entanto, vem mostrando abalos.
Na corrida pelo governo do estado, o republicano Byron Donalds tinha 49,96% dos votos, contra 48,78% do democrata David Jolly, com 97% das urnas apuradas. Na última eleição para governador, há quatro anos, o republicano Ron DeSantis foi eleito com quase 20 pontos de vantagem sobre seu adversário.
Na disputa à Câmara dos Deputados pela região de Miami, por exemplo, a deputada republicana Maria Elvira Salazar tem uma vantagem apertada em um distrito onde ela venceu pela última vez com folga de 21 pontos. Em um anúncio publicitário recente, a própria candidata afirmou que os mesmos eleitores latinos que ajudaram a eleger Trump à Casa Branca “agora se sentem traídos”.
O anúncio de Salazar reflete a crescente indignação entre os eleitores hispânicos, cujas vidas e comunidades foram afetadas pela repressão do governo Trump contra as comunidades imigrantes. Quando sindicatos de Miami bateram em 320 mil portas entre março e junho e perguntaram aos eleitores como se sentiam em relação à imigração, 58% disseram estar decepcionados e 19% disseram estar com raiva.
Assim como para todos os outros grupos de eleitores, a principal preocupação é o bolso. Na pesquisa Univision/YouGov de outubro, 70% dos entrevistados desaprovaram a forma como Trump lidou com o custo de vida, e 40% disseram que suas finanças domésticas estavam um pouco ou muito piores do que um ano atrás.
Fonte: veja.abril.com.br