Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Gênero e religião: como Flávio e Lula lidaram com eleitores que mais os rejeitam

Cientista político avalia que as duas campanhas presidenciais conseguiram, no máximo, conter danos nos segmentos em que têm menos votos

Enquanto Flávio Bolsonaro e Lula trabalham para impulsionar a rejeição do eleitorado ao próprio adversário, suas campanhas atuam também para conter danos dentro dos segmentos em que cada um deles enfrenta mais resistência. É consenso entre cientistas políticos que gênero e religião se tornaram, desde 2018, algumas das clivagens mais estáveis do voto no Brasil. 

Para o petista, um dos maiores desafios vem sendo diminuir a imagem negativa entre eleitores evangélicos. Recentemente, ele divulgou uma carta às famílias evangélicas, elaborada com ajuda de interlocutores como a senadora Eliziane Gama (PT-MA), o advogado-geral da União Jorge Messias e o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), aliados do presidente na tentativa de aproximação com esse público. 

Na missiva, Lula ressaltou medidas do governo que iriam ao encontro dos anseios dos fiéis, como a proibição das bets e o fim da escala 6×1. 

Continua após a publicidade

O senador do PL, por sua vez, herdou do pai Jair Bolsonaro uma rejeição mais alta entre mulheres. O pior momento de sua campanha foi a crise familiar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o acusou de tê-la humilhado e maltratado em um telefonema sobre divergências políticas entre madrasta e enteado. 

Continua após a publicidade

Flávio até se recuperou do momento de maior desvantagem no voto feminino, usando a propaganda eleitoral para ressaltar que cresceu se espelhando em sua mãe, Rogéria, e que, já adulto, tornou-se um homem transformado ouvindo ensinamentos de sua mulher, Fernanda, e das duas filhas. Ainda assim, continua perdendo para Lula entre as mulheres. Na prática, o que o fez chegar na frente no primeiro turno foi ampliar a vantagem entre os homens. 

Continua após a publicidade

Flávio não resolveu o problema com o eleitorado feminino. Ele contornou o problema, afirma o cientista político Jorge Mizael, sócio da Metapolítica Consultoria. As duas campanhas conseguiram, no máximo, conter danos. Nenhuma reverteu a rejeição nos grupos em que estava mais vulnerável.

Publicidade

Fonte: veja.abril.com.br

Compartilhar