Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Globo cancela debate presidencial pela 1ª vez desde 2002

Emissora citou sucessivas decisões judiciais que alteraram regras previamente acordadas com os partidos e causaram o que classificou como "insegurança jurídica"

A TV Globo registrou pela primeira vez nesta quinta-feira (1º) o cancelamento integral de um debate presidencial antes do primeiro turno, tradição criada pela emissora em 2002.

Por volta das 20h30, faltando uma hora para iniciar o debate com os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) na casa, a emissora anunciou o cancelamento.

Segundo a TV Globo, as sucessivas interferências do Judiciário nas regras previamente acordadas com os partidos inviabilizaram a realização do debate e causaram uma insegurança jurídica, ferindo, assim, a liberdade de imprensa.

A primeira dessas interferências aconteceu na terça-feira (29), com a decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, que alterou o entendimento da corte eleitoral na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema teria direito de participar.

A segunda interferência aconteceu nesta quinta-feira com a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu que a TV Globo colocasse uma cadeira vazia durante o debate, no lugar que seria reservado para o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A magistrada proibiu, ainda, que a emissora concedesse tempo para perguntas direcionadas a quem não compareceu ao debate e imputou multa em caso de descumprimento.

“A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique. E que, numa das rodadas de tema livre do debate, os candidatos presentes que assim desejarem formulem, em trinta segundos, o que fariam ao candidato que não compareceu”, informou a Globo, em nota.

Faltando apenas uma hora para o início do debate, foi a vez de o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, contrariar as decisões anteriores dos magistrados Cármen Lúcia e Kassio Nunes e determinar a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate.

“As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.”

“Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos: Augusto Cury, do Avante; Flávio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; e Lula, do PT”, concluiu a emissora.

Minutos depois, com o argumento de censura imposta pelo TSE, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) cancelou sua ida ao debate.

Após os sucessivos acontecimentos, a emissora cancelou o evento, afirmando que sua “longa tradição na organização de debates eleitorais” tem como objetivo promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos.

“Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite”, concluiu.

Quem são os candidatos à Presidência da República em 2026

 

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Compartilhar