Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Jornalista vira rei em Uganda em meio a disputa por sucessão

O futuro rei de Tooro, Edward Rukidi Nyabongo I, realiza rituais e cerimônias tradicionais antes de sua coroação. Abubaker Lubowa / Reuters Um jornalista deve ser coroado nesta terça-feira (29) como rei de uma monarquia tradicional que perdeu seu antigo rei menino no mês passado, desencadeando uma onda de luto e uma disputa sucessória no Reino de Tooro, em Uganda. Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O jornalista é um príncipe que trabalhou por mui


O futuro rei de Tooro, Edward Rukidi Nyabongo I, realiza rituais e cerimônias tradicionais antes de sua coroação. Abubaker Lubowa / Reuters Um jornalista deve ser coroado nesta terça-feira (29) como rei de uma monarquia tradicional que perdeu seu antigo rei menino no mês passado, desencadeando uma onda de luto e uma disputa sucessória no Reino de Tooro, em Uganda. Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O jornalista é um príncipe que trabalhou por muitos anos como apresentador e editor da Uganda Broadcasting Corp. Ele adotou o nome real de Edward Rukidi Nyabongo. Após participar de rituais durante a noite, foi conduzido ao palácio e será oficialmente apresentado a seus súditos ainda nesta terça-feira. Os reinos tradicionais foram proibidos na década de 1960, após a independência de Uganda do domínio colonial britânico, por um presidente republicano que dizia querer unificar o país. Eles foram restaurados em 1993. Os líderes tradicionais não exercem autoridade formal nesse país da África Oriental e são legalmente proibidos de participar da política partidária. Ainda assim, exercem grande influência entre suas populações como guardiões da cultura tradicional. Agora no g1 A cerimônia de coroação em Fort Portal, uma cidade remota no oeste de Uganda, próxima à fronteira com a República Democrática do Congo, será acompanhada por milhares de pessoas presencialmente e pela televisão. Em entrevista ao jornal local New Vision antes da coroação, Nyabongo prometeu promover a unidade e afirmou que a herança deve vir acompanhada de disciplina e trabalho duro. Minha família nunca me permitiu tratar a ascendência real como um privilégio; ela sempre me foi apresentada como um dever para o qual eu deveria me preparar. Ele não estava entre os primeiros na linha sucessória, mas foi escolhido pelos anciãos do clã governante do reino, conhecido como Babiito, entre um grupo de príncipes elegíveis após a morte do rei Oyo Nyimba, vítima de câncer aos 34 anos em agosto, sem deixar um herdeiro publicamente conhecido. Retrato do rei Oyo Nyimba exibido dentro da Catedral de São João, em Fort Portal, Uganda, perto da fronteira com o Congo. Patrick Onen / AP A rainha-mãe, Best Kemigisa, contestou a decisão e afirmou que o testamento deixado por Oyo não foi respeitado na escolha de Nyabongo. Kemigisa disse que Oyo deixou um filho pequeno, cuja identidade seria revelada no momento apropriado, lançando dúvidas sobre a legitimidade de Nyabongo e da decisão tomada pelos Babiito. A imprensa local relatou cenas de desentendimento, incluindo uma breve disputa pela custódia dos restos mortais do rei, durante o funeral de Oyo em 12 de setembro. Embora o suposto filho de Oyo ainda não tenha sido apresentado publicamente, supostas fotos de um Baby Oyo inundaram as redes sociais e alimentaram a esperança dos admiradores do monarca falecido. Críticos, porém, afirmam que a criança, caso exista, deveria ter sido apresentada aos anciãos do reino enquanto o pai ainda estava vivo. Eles demonstraram que essas são as normas do reino, afirmou Nicholas Sengoba, um conhecido analista político de Uganda, referindo-se à escolha de Nyabongo pelos Babiito. Muitas dessas decisões podem não ser populares. Oyo foi coroado em 1995, aos 3 anos de idade, após a morte do pai. Tornou-se uma figura curiosa, vestida com trajes coloridos, e objeto de admiração para centenas de milhares de súditos. Durante sua coroação, participou de uma série de rituais tribais e foi levado ao cemitério real para realizar uma cerimônia de passagem para a vida adulta: lançar com sucesso nove grãos de café sobre o túmulo de seu pai. Pessoas reunidas para o funeral do rei Oyo Nyimba, de Tooro. Patrick Onen / AP Oyo chegou a deter informalmente o título de rei mais jovem do mundo e era uma figura fascinante até mesmo para líderes mundiais apresentados a ele em eventos oficiais, entre eles Nelson Mandela, da África do Sul. O líder líbio Muammar Gaddafi esteve entre aqueles que cultivaram uma relação próxima com a família real de Tooro, tratando-a como parte de sua família ampliada. Gaddafi visitou Uganda diversas vezes e apoiou Oyo e Kemigisa por anos, até sua morte, em outubro de 2011. Oyo foi orientado por regentes nomeados pelo reino até atingir a maioridade, aos 18 anos.

Fonte: g1.globo.com

Compartilhar