Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Maduro e esposa podem responder por tortura de americanos em tribunal

Exclusivo CNN: Promotores de Nova York planejam apresentar novas acusações contra o ex-presidente venezuelano e Cilia Flores por suposta tortura de cidadãos dos EUA detidos na Venezuela

Promotores em Nova York devem apresentar novas acusações contra o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por suposta tortura de americanos que estiveram sob custódia do governo venezuelano nos últimos anos, segundo diversas pessoas familiarizadas com a investigação.

Um anúncio pode ocorrer já nesta quinta-feira (8), disseram as fontes.

As novas acusações estão relacionadas ao que o governo dos Estados Unidos descreveu como a detenção ilegal de mais de uma dúzia de cidadãos americanos em prisões venezuelanas durante o período em que Maduro liderou um regime repressivo no país, segundo pessoas informadas sobre a investigação.

Os investigadores também discutiram o indiciamento de várias outras pessoas por seu suposto papel na tortura de americanos, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

A CNN entrou em contato com os advogados de Maduro e Flores.

Maduro e sua esposa foram capturados em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro, no palácio presidencial em Caracas. Eles se declararam inocentes das acusações de conspiração para narcoterrorismo e de outras acusações e estão detidos sem direito a fiança em Nova York.

Flores deve comparecer a uma audiência nesta quinta-feira, na qual seu advogado pedirá que ela seja transferida para prisão domiciliar antes do julgamento.

O advogado de Maduro contesta a legalidade da prisão e argumenta que o ex-presidente deveria ter imunidade, uma vez que a suposta conduta ocorreu enquanto ele estava no cargo.

Segundo a promotoria, o governo venezuelano não está apoiando o pedido de imunidade em nome de Maduro.

Alegações de tortura

Mais de uma dúzia de americanos foram detidos pelo governo de Maduro, que foi acusado pelo governo dos Estados Unidos e por defensores dos direitos humanos de utilizá-los como peões políticos.

Vários dos americanos falaram publicamente sobre a tortura à qual dizem ter sido submetidos enquanto estavam presos. Matthew Heath e Osman Khan, que foram libertados em uma troca de prisioneiros em outubro de 2022, alegaram em uma ação judicial que foram submetidos a afogamento simulado, eletrocussão, ameaças de violência sexual, uso de drogas que alteram a mente e períodos de confinamento solitário.

Heath, um veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, tentou suicídio enquanto estava detido.

Os CITGO 6, grupo formado por seis executivos americanos do setor de petróleo que foram atraídos à Venezuela em 2017 e permaneceram detidos por quase cinco anos, também afirmam ter sido submetidos a condições brutais durante a detenção no país.

Em processos judiciais movidos contra seu empregador, a Citgo, Tomeu Vadell, Alirio Jose Zambrano e Jose Luis Zambrano afirmaram ter sido submetidos a tortura enquanto estavam presos.

Todos eles haviam sido mantidos na Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), descrita em um relatório das Nações Unidas como uma instituição responsável por detenções arbitrárias, maus-tratos e tortura de opositores políticos e seus familiares.

O relatório constatou que a DGCIM recorria rotineiramente a práticas de tortura, incluindo choques elétricos, sufocamento com sacos plásticos, afogamento simulado, espancamentos, violência sexual, privação de água e alimentos, posições de estresse e exposição a temperaturas extremas.

Segundo o documento, as práticas tinham como objetivo extrair informações e confissões, intimidar e punir os detidos.

Trump usou tenda blindada para comandar captura de Maduro

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Compartilhar