
Por recomendação da Defesa Civil, a população de Manaus deve utilizar máscaras PFF2, devido à má qualidade do ar. O equipamento é o mesmo utilizado durante a pandemia da Covid-19. A OMS indica que, para uma boa qualidade do ar, a concentração de partículas finas deve ser de até 15 microgramas por metro cúbico. Manaus atingiu 59 vezes o valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a média anual desse poluente, segundo a plataforma internacional IQAir. E a situação piora tanto no início da noite e durante a madrugada. De acordo com meteorologistas, devido às baixas temperaturas nessas horas, ocorre um fenômeno chamado inversão térmica, em que o ar frio fica muito próximo do solo, dificultando a dispersão dos poluentes. É como se a fumaça ficasse realmente presa sobre a cidade. Os reflexos são sentidos em diversas atividades. A Universidade do Estado do Amazonas suspendeu as atividades, assim como a rede municipal de ensino. A Federação Amazonense de Futebol também suspendeu as competições das categorias de base, e as atividades ao ar livre foram interrompidas. Enquanto isso, as ações de combate aos incêndios continuam, e as autoridades investigam a possibilidade de ação criminosa. Em pouco mais de um mês, Manaus registrou 19 episódios de fumaça provocada por incêndios florestais. O problema, identificado pela primeira vez em 8 de setembro, se agravou em outubro, quando a capital passou nove dias consecutivos com fumaça no ar.
Fonte: cbn.globo.com