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No início, não vi sentido em uma nova versão, diz diretor sobre Carrie

Mike Flanagan foi o responsável por reviver a trama escrita originalmente por Stephen King em meados de 1974; a série está disponível no catálogo do Prime Video

Aviso de spoiler: este texto contém spoilers sobre a nova série “Carrie, A Estranha”.

Ainda que tenha se tornado um grande sucesso no universo das séries de suspense, em um primeiro momento, a nova versão de “Carrie, a Estranha” não foi totalmente bem aceita pelo diretor da produção, Mike Flanagan, 48.

Em um trecho de entrevista enviada exclusivamente à CNN Brasil, o cineasta contou que, quando lhe ofereceram o projeto, ele hesitou em liderá-lo por “não ver sentido” em fazer mais uma versão da história escrita originalmente por Stephen King em meados de 1974.

“Minha reação inicial a isso foi: ‘Por quê?’. Sabe, ‘Carrie’ já foi feita, iconicamente, por Brian de Palma, e depois foi feita de novo, e depois de novo. Então, eu não, necessariamente, me animei com a ideia diretamente”, relatou Flanagan.

Pouco tempo depois, porém, ansioso com a inserção de seu filho na escola e com o crescente receio sobre “o mundo em que ele estava entrando”, o diretor voltou a conversar com King sobre a possibilidade de introduzir Carrie em um novo universo mais atual.

“E, então, eu desenvolvi a temporada, e ele disse: ‘Eu realmente amo isso, acho que pode ser bem interessante’. E eu estou muito feliz de ter conseguido, porque se tornou um dos meus projetos favoritos com os quais eu já trabalhei”, declarou.

Ao longo da entrevista, Mike ainda comentou sobre como foi o processo criativo na hora de montar o roteiro com cenas do livro que “não poderiam faltar” e as mudanças no comportamento dos personagens principais, introduzidos por ele.

“A melhor coisa que a série mais longa nos permitiu explorar foi a profundidade das caracterizações. Pudemos olhar o contexto dos personagens que, em outras versões, não tínhamos muito tempo para saber como funcionavam”, finalizou.

Final inesperado de “Carrie”

Mesmo que se assemelhe bastante ao final do clássico livro, a nova produção não mata a protagonista. Ao final, Carrie fica livre para buscar novas aventuras ao lado de uma nova amiga, que também tem poderes especiais.

À CNN Brasil, os atores principais do elenco, incluindo Samantha Sloyan, que vive Margaret, a mãe, e Matthew Lilard, que interpreta o diretor Henry Grayle, ainda comentaram sobre como foi viver o desenvolvimento dos episódios até a grande cena final.

“Acho que, ao longo do caminho, toda vez que um personagem faz uma escolha que acaba arrastando a tensão, há uma saída… E é apenas escolher a amizade. Muitas vezes, os antagonistas na história simplesmente não escolhem isso. E acho que isso é algo que Mike está explorando: ‘E se o mundo escolhesse a amizade?'”, explica Lillard.

“Essa opção é o que adiciona à tensão e ao elemento do horror. Tentamos evitar a conclusão de Carrie como a conhecemos, e é assim que cada personagem decide por um caminho em vez de outro. Estamos, de certa forma, guiando um percurso até que se torne completamente tenso e ansioso”, completa Sloyan.

Lillard ainda reforça que um dos objetivos dos roteiristas era fazer com que os fãs torcessem para que “a escolha não seja feita no final”. Foi nesse sentimento que o elenco focou ao surpreender os espectadores com a sobrevivência da protagonista.

“Uma vez que a decisão final é feita, o inevitável acontece. Até o ponto em que você está tão investido emocionalmente que a exploração do que Carrie pode fazer, nesse momento, quando ela se levanta para seu poder último, é explosiva por mais de 55 minutos”, finaliza o ator.

Sobre a trama de “Carrie, a Estranha” (2026)

“Carrie, a Estranha” reconta a história de Carrie White (Summer H. Howell), uma jovem que descobre ter poderes telecinéticos ao mesmo tempo em que sofre com o comportamento hostil das colegas da escola.

Com uma mãe religiosa e extremamente protetora, Margaret White (Samantha Sloyan), a adolescente vira alvo de chacota após menstruar pela primeira vez. O episódio gera traumas na paranormal, que se torna vítima de um plano ainda maior de humilhação no baile da escola.

Em geral, tanto os atores principais quanto o diretor destacaram como a série permitiu que eles tivessem mais tempo de tela para explorar a narrativa. Em comparação com as outras produções no universo de “Carrie, a Estranha”, essa foi a primeira em formato de série.

Ao todo, a versão mais recente da trama conta com oito episódios com cerca de 50 minutos cada. A primeira temporada já está disponível no catálogo da plataforma de streaming Prime Video. Ainda que uma continuação não tenha sido confirmada, Flanagan já afirmou em entrevistas anteriores que mais conteúdos sobre a história devem acontecer.

Assista ao trailer de “Carrie, a Estranha” (2026)

*Com informações de Nicoly Bastos, da CNN Brasil, e Giovanna Csiszar, em colaboração para a CNN Brasil.
**Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil

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Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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