Ela foi laureada pela promoção do direito internacional e defesa da ordem global baseada em direitos ao processar casos contra crimes de guerra
O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi entregue para Navanethem “Navi” Pillay, uma renomada jurista, advogada e ativista de direitos humanos sul-africana, pela promoção de paz e do direito internacional ao processar casos contra crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A láurea foi concedida pelo Comitê Norueguês do Nobel, em uma cerimônia realizada em Oslo nesta sexta-feira, 9.
Nascida em meio ao apartheid da África do Sul, Pillay, de origem tâmil indiana, atuou como juíza e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR), onde marcou a história do direito internacional ao ditar a sentença que reconheceu o estupro institucionalizado em contextos de guerra como um elemento do crime de genocídio. Atualmente, serve como juíza no Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, no painel que investiga crimes contra a humanidade cometidos contra a minoria muçulmana rohingya de Mianmar.
No ano passado, uma comissão das Nações Unidas liderada por Navi Pillay, que investigou a guerra em Gaza, concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos a constatação mais contundente feita até o momento sobre a conduta israelense no conflito. O governo de Benjamin Netanyahu repudiou o relatório.
Pillay foi a primeira juíza não branca da Alta Corte da África do Sul. Ela também atuou como Alta Comissária para os Direitos Humanos de 2008 a 2014 e, um ano depois, tornou-se a 16ª comissária da Comissão Internacional contra a Pena de Morte. Ela também é uma das 25 figuras de destaque da Comissão sobre Informação e Democracia, lançada pela organização Repórteres Sem Fronteiras.
O Comitê Nobel Norueguês fez sua escolha a partir de um grupo de 287 indicados, incluindo 208 indivíduos e 79 organizações. O TPI estava entre os organismos cotados por especialistas para receber o prêmio.
Fonte: veja.abril.com.br