Nova superesportiva vem com 218 cv, quadro dianteiro mais flexível e novos controles de freio-motor e chega em março de 2027, apenas na Europa
A Ducati apresentou na quinta-feira (15), em Borgo Panigale, na Itália, a Panigale V4, ano-modelo 2027. A atualização chega dois anos após a revisão mostrada em 2024 e traz mudanças no motor, no chassi e na eletrônica.
Segundo a fabricante, a moto ficou, em média, 0,4 segundo mais rápida por volta que a versão anterior nos testes realizados no circuito de Vallelunga, na Itália.
Motor com novo fôlego

O V4 Desmosedici Stradale, de 1.103 cc, passa a render 218 cv a 13.500 rpm, ganho de 2 cv na configuração homologada Euro 5+. O torque máximo é de 120,6 Nm a 11.000 rpm.
A Ducati atribuiu o aumento a um escapamento revisto, a uma nova entrada de ar de alto fluxo e a um circuito de lubrificação recalibrado para reduzir perdas. Segundo a marca, os maiores ganhos ocorrem entre 12.000 e 14.000 rpm, com pico de 3,5 cv a 13.000 rpm.
O limitador de rotações subiu de 14.500 para 15.000 rpm da segunda à quinta marcha, e a relação final ficou mais longa (17/42, em vez de 16/41). A empresa afirma que isso reduz duas trocas de marcha por volta em Vallelunga.
Como acessório, há o escapamento Akrapovi Full Racing Exhaust PRO, que, segundo a Ducati, adiciona 11 cv e 7 Nm de torque e reduz 6,6 kg da massa da moto.
Chassi e eletrônica atualizados

No quadro dianteiro, a rigidez lateral foi reduzida em 12%, o que, de acordo com a Ducati, melhora o contato do pneu com o asfalto com a moto muito inclinada. A nova relação final também reduz efetivamente a distância entre eixos em 8 mm. A versão S ganha ainda pedaleiras ajustáveis, que podem ser elevadas em 1 cm para uso em pista.
A principal novidade eletrônica é o Dynamic Engine Brake, que substitui o Engine Brake Control e regula o freio-motor com base na carga sobre o pneu traseiro, usando o algoritmo DVO (Ducati Vehicle Observer).
Ele trabalha em conjunto com o Race Brake Control, estreante na linha, que aumenta a participação da roda traseira na desaceleração. A Ducati diz que o conjunto permite frenagens mais tardias e retomadas de aceleração mais cedo. A moto também tem plataforma inercial de seis eixos (6D IMU), controles de tração, de derrapagem e de empinada, quickshifter e cinco modos de pilotagem.
Personalização de fábrica

A Panigale V4 S passa a integrar o programa Ducati Factory Made, que permite configurar a moto na fábrica. São 11 opções de cor, cinco delas do catálogo Ad Personam, da Lamborghini, além de duas decorações (Corse e Performance). Entre os itens opcionais de fábrica estão os pacotes Front Brake PRO e PRO+, a embreagem a seco STM e pedaleiras ajustáveis.
Versões

A Panigale V4 S usa suspensões eletrônicas Öhlins (garfo NPX-30, amortecedor TTX 36 e amortecedor de direção, com controle Smart EC 3.0), rodas forjadas de alumínio, bateria de lítio e pesa 187 kg a seco, sem combustível.
A versão de entrada, Panigale V4, é vermelha com quadro cinza e rodas pretas, tem suspensões Showa e Sachs totalmente ajustáveis, rodas de liga de cinco raios, bateria de chumbo-ácido e 191 kg sem combustível, segundo a Ducati.
As demais características de série são as mesmas da S. A marca informa que as medições de peso das duas versões foram feitas sem combustível.
Disponibilidade

A moto chegará às concessionárias europeias em março de 2027 e às norte-americanas em abril. Segundo a Ducati, a distribuição continua em outros países nos meses seguintes.
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br