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O custo aos cofres públicos da tarifa zero em feriados e finais de semana prometida por Lula

Cálculo foi divulgado pela Associação das Empresas de Transportes Urbanos (NTU)

Uma das promessas feitas pelo atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição para mais quatro anos, é a implantação da tarifa zero aos finais de semana e feriados. A intenção é oferecer transporte público sem cobrança para os passageiros. No entanto, a promessa de cunho eleitoral produziria impacto financeiro considerável nos cofres públicos. Segundo a Associação das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o custo anual estimado gira em torno de 20,8 bilhões de reais. “A previsão inclui os serviços de ônibus urbanos, trens e metrôs, que somam atualmente um custo de 17,3 bilhões de reais por ano, mais uma expectativa de aumento médio de 20% na demanda de passageiros, conforme a tendência observada em cidades que adotam a gratuidade. Somente a operação atual dos serviços de ônibus urbanos nos finais de semana e feriados custa 14,5 bilhões de reais em 12 meses”, informa nota divulgada pela assessoria de imprensa da entidade.

A tarifa zero aos fins de semana e feriados coloca o transporte público coletivo no centro do debate político e é um passo importante para valorizar o serviço e ampliar o acesso da população à cidade. Mas precisamos olhar também para quem depende do ônibus de segunda a sexta-feira. O grande desafio é construir um modelo de financiamento que permita reduzir o peso da passagem no orçamento das famílias e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade e a sustentabilidade do serviço, afirma Francisco Christovam, diretor-presidente da NTU.

A entidade destaca como um dos aspectos mais relevantes da proposta a possibilidade de participação sistemática do governo federal no custeio do transporte público coletivo, responsabilidade atualmente concentrada nos municípios. Para a NTU, o envolvimento da União é fundamental para reduzir a pressão sobre os orçamentos municipais e viabilizar uma política nacional de mobilidade urbana. A participação do governo federal no financiamento do transporte é uma reivindicação histórica do setor. Não podemos continuar atribuindo exclusivamente às prefeituras a responsabilidade de custear um serviço essencial para milhões de brasileiros. Precisamos de um modelo permanente, com responsabilidades compartilhadas entre União, estados, municípios e iniciativa privada, disse Christovam.

Apesar dos benefícios da tarifa zero aos fins de semana, a NTU ressalta que a medida tem alcance pontual e não resolve os problemas estruturais do financiamento do transporte coletivo. Atualmente, cerca de 80% dos custos dos sistemas são cobertos pela arrecadação tarifária, modelo que concentra nos passageiros grande parte da responsabilidade pelo custeio do serviço e limita a capacidade de investimento na melhoria da operação.

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Fonte: veja.abril.com.br

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