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O nome que preocupa o mercado na montagem do governo Lula

Reunião com economistas alimentou receios sobre a política econômica; escolha da Fazenda será observada também pela autonomia do futuro ministro

A participação de Guido Mantega em uma reunião de economistas com Lula alimentou o receio de setores do mercado de que o quarto mandato reproduza aspectos da política econômica do governo Dilma Rousseff. Essa é a avaliação da editora Laryssa Borges, para quem a definição do próximo ministro da Fazenda precisa esclarecer tanto a orientação do governo quanto a autonomia de quem ocupará a pasta (este texto é um resumo do vídeo acima).

No Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, nesta sexta-feira, 6, Laryssa apontou uma tensão entre o discurso de responsabilidade de Lula e os sinais emitidos pela reunião. A presença do Mantega ajuda a fomentar esse tipo de temor, afirmou, em referência à comparação com o segundo governo Dilma.

Como o mercado reagiu à reunião?

Segundo Laryssa, o dólar estava em trajetória de queda e passou a subir após a divulgação dos participantes do encontro, entre eles Mantega e Luciano Coutinho. A jornalista destacou a mudança de direção da moeda, sem apresentar uma cotação específica.

Os desafios do governo Lula 4

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Na sua análise, a reação demonstra a preocupação com os rumos da política econômica em um cenário de restrição orçamentária. O desafio, afirmou, será acomodar as promessas de campanha em um cobertor muito, muito curto.

Por que a autonomia do ministro importa tanto quanto o nome?

Laryssa avaliou que o anúncio do titular da Fazenda permitirá ao mercado medir a disposição do governo para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas. Mas ressaltou que a escolha, por si só, não responde se o ministro terá força para conduzir as medidas necessárias.

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O que o mercado precisa e está querendo entender é quem vai ser o ministro da Fazenda, afirmou. Segundo a editora, a partir dessa definição será possível avaliar se haverá autonomia suficiente para enfrentar o desafio fiscal.

Qual será o peso de Lula na condução da economia?

Para Laryssa, a centralização das decisões em Lula limita a expectativa de uma grande mudança de orientação. A jornalista citou uma anedota recorrente em Brasília a de que o ministro da Fazenda de Lula é o próprio Lula para ilustrar o peso do presidente nas escolhas econômicas.

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Como contraponto à ideia de que basta indicar um nome bem recebido pelo mercado, lembrou a passagem de Joaquim Levy pela Fazenda no governo Dilma. Na sua avaliação, faltou autonomia ao ministro. Por isso, a definição agora aguardada deverá ser examinada junto com o espaço efetivo que Lula concederá ao escolhido para lidar com as promessas eleitorais e as limitações do Orçamento.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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