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Os livros e autores submetidos a censura no Reino Unido, segundo jornal

Centenas de obras teriam sido retiradas de prateleiras ou tiveram circulação limitada em escolas do país

Embora a dinâmica em torno da censura de livros em 2025 esteja associada principalmente aos Estados Unidos, uma reportagem publicada pelo The Independent nesta quarta-feira, 7, aponta que o Reino Unido vivencia um fenômeno semelhante. O material afirma que centenas de obras foram retiradas das prateleiras ou tiveram a circulação restringida no último ano, entre elas Minha História, de Michelle Obama, e Crepúsculo, de Stephenie Meyer.

Uma investigação realizada pela Index on Censorship em 2024 mostrou que mais da metade dos bibliotecários escolares entrevistados havia recebido pedidos para retirar livros de suas coleções, com 56% afirmando ter sido obrigados a fazê-lo. Desde então, “a situação piorou”, afirma o Independent. Uma bibliotecária escolar relatou que viu 200 livros serem retirados das prateleiras após um diretor se incomodar com o livro Men Who Hate Women, de Laura Bates.

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O Independent aponta que muitos dos livros são removidos após uma única reclamação, dependendo da “solidariedade” da equipe de liderança da escola. Um exemplo semelhante aconteceu em Dorset, quando a reclamação de um pai levou à retirada de The Hate U Give, de Angie Thomas. A obra só voltou à lista de leitura após a reação negativa da comunidade de pais à medida.

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Também há uma pressão crescente sobre bibliotecas públicas, onde conselhos municipais liderados pelo Reform UK, partido britânico de extrema-direita, restringiram exposições relacionadas ao Orgulho LGBTQ+. Embora nenhum livro tenha sido retirado das bibliotecas públicas, a restrição à promoção dessas obras foi criticada pela comunidade LGBTQ+, com o argumento de que a medida transmite a mensagem de que “esses livros deveriam existir apenas em segredo”.

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Fonte: veja.abril.com.br

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