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Petróleo despenca em mais de 7% com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz aumenta o otimismo dos mercados, após semanas de tensão e ameaças ao transporte de petróleo

Os preços do petróleo fecharam em forte queda nesta segunda-feira, 2, diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. A perspectiva de um entendimento capaz de encerrar o conflito no Oriente Médio e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz reduziu as preocupações dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento global da commodity.

O petróleo Brent, referência internacional, para janeiro recuou 7,6%, com perda de 8,6 dólares, e encerrou o pregão cotado a 104 dólares por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, para dezembro caiu 7,4%, equivalente a 7,6 dólares, e terminou o dia a 96 dólares na Bolsa de Nova York (Nymex).

As expectativas de avanço diplomático ganharam força após dias de conversas entre representantes iranianos e mediadores do Catar. A imprensa internacional noticiou que, segundo uma autoridade a par das tratativas, uma proposta preliminar já circula entre os envolvidos, e uma nova rodada de reuniões pode ser realizada. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, concedeu ao governo poderes específicos para conduzir as negociações. Segundo a imprensa estatal, Pezeshkian também declarou que Teerã pretende buscar uma solução por meio do diálogo.

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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou no domingo, 1º, que as conversas com os mediadores do Catar continuam avançando. Teerã também apresentou a possibilidade de um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com Washington, condicionado ao atendimento de suas exigências. O presidente americano, Donald Trump, voltou a afirmar que o governo iraniano deseja um acordo, mas não antecipou qual poderá ser o desfecho das tratativas.

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Decisão da Opep+ também influencia o preço

Além das perspectivas diplomáticas, os investidores repercutiram a decisão de sete integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter inalteradas as metas de produção para dezembro, preservando os níveis estabelecidos para setembro. A decisão ocorre em meio a mudanças nas rotas de exportação dos produtores para contornar as restrições no Estreito de Ormuz, após meses de interrupções.

A queda desta segunda-feira contrasta com o desempenho recente da commodity. O Brent havia encerrado outubro no maior patamar em seis meses, impulsionado pelo receio de uma nova escalada militar entre Washington e Teerã. Nas últimas semanas, ataques a petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz também aumentaram a preocupação com o abastecimento. O mercado permanece sensível às notícias sobre o conflito: embora a possibilidade de uma solução diplomática tenha aliviado as cotações, ainda há incertezas sobre o resultado das negociações.

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Fonte: veja.abril.com.br

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