Banco elevou a projeção para o avanço do PIB brasileiro em 2026, de 1,9% para 2,1%, enquanto a região deve crescer 2,2%
O Banco Mundial elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2026 de 1,9% para 2,1%, mas ainda vê o país avançando em um um ritmo ligeiramente abaixo da média da América Latina, que deve crescer 2,2% neste ano. As projeções fazem parte da edição de outubro do relatório de perspectivas econômicas globais do banco, divulgado nesta semana. Para 2027, o quadro piora para o Brasil: a projeção caiu de 2,0% para 1,7%, e só deve voltar a 2,3% em 2028.
Enquanto o relatório indica o peso dos juros e do alto custo do crédito como moderadores do crescimento no Brasil, aponta que as economias que têm conseguido os melhores desempenhos nos últimos anos na região são aquela que fizeram “escolhas duradouras de política econômica” e que vieram “esforços de consolidação fiscal e por investimentos privados robustos”e estão sendo sustentadas por uma “melhora das condições de segurança, por esforços de consolidação fiscal e por investimentos privados robustos”. É o caso, de acordo com o documento, de países como Paraguai, El Salvador e também Argentina.
“No Brasil, a atividade econômica enfrenta pressões de desaceleração, com altas taxas de juros ainda restringindo o crédito, o consumo privado e os investimentos”, diz o Banco Mundial no documento.
Pedro Ricco, presidente do Delta Global Bank, instituição financeira sediada em São Paulo, destaca também as restrições fiscais que acabam impedindo gastos públicos maiores. “Parte da demanda foi antecipada por eventos como a Copa do Mundo, que estimularam gastos ligados ao consumo, eventos e socialização”, diz ele. “Quando somamos juros elevados, menor impulso do consumo e um ambiente de maior contenção dos gastos públicos, temos uma combinação que ajuda a explicar a desaceleração da economia brasileira, acrescenta.
Veja a seguir as projeções do Banco Mundial para as principais economias latinas:
Fonte: veja.abril.com.br