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Quais são os caminhos para Lula no segundo turno, segundo CEO de instituto de pesquisa

Análise aponta os desafios da campanha do presidente para ampliar votos e tentar mudar a dinâmica da disputa contra Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no segundo turno com uma tarefa difícil: ampliar seu eleitorado depois de ter concentrado, já no primeiro turno, a maior parte dos votos de quem defende a continuidade de seu governo. A avaliação é de Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisa, que participou do VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal. Segundo ela, os caminhos para Lula passam pela mobilização de quem não foi votar, pela recuperação de votos no Nordeste, pelo diálogo com a classe C e pelo uso dos debates para tentar mudar a dinâmica da disputa contra Flávio Bolsonaro. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Na avaliação de Cila, Lula tem menos votos disponíveis para conquistar entre um turno e outro porque grande parte de seu campo já se concentrou em sua candidatura na primeira etapa da eleição. 90% dos eleitores que estavam apoiando, que julgam que esse governo deve continuar, votaram já no presidente Lula no primeiro turno, afirmou. Por isso, segundo ela, a margem para crescimento do presidente é mais estreita.

Onde Lula ainda pode buscar votos?

Um dos principais alvos, segundo Cila, são os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. Ele tem para buscar os eleitores que não compareceram para votar, disse. Na leitura da CEO do Ideia, esse grupo inclui uma parcela de eleitores que, nas pesquisas, tende a declarar voto no PT ou em Lula.

Ela considera, porém, que essa mobilização será difícil. Além de tentar levar abstencionistas às urnas, Lula teria de recuperar espaço no Nordeste e ampliar o diálogo com a classe C. Cila também citou as mulheres como um segmento relevante para a campanha. É esse o esforço maior que eu vejo como possibilidade aí para o presidente Lula fazer, afirmou.

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Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Por que os apoios de Flávio tornam a disputa mais difícil?

Cila avalia que os apoios recebidos por Flávio Bolsonaro de candidatos derrotados e de partidos de centro e direita reforçam um movimento que já ocorreria entre os eleitores. Para ela, porém, não se trata de uma transferência automática determinada pelas lideranças políticas. O eleitor não migra de voto porque o seu candidato migrou, mas porque ele já era desse campo, disse.

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Na avaliação da pesquisadora, a candidatura de Lula esteve mais isolada no campo da esquerda neste pleito e dispõe de menos reservas eleitorais para o segundo turno. Já Flávio tende a absorver parte dos votos de candidatos derrotados. Essa leitura, ressaltou ela, faz com que a situação inicial do presidente seja mais difícil.

O que Lula precisa mudar na campanha?

Além da disputa por novos votos, Cila apontou um desafio interno: definir com clareza a estratégia do segundo turno. Segundo ela, o que mais preocupa na campanha de Lula é o desencontro entre várias correntes e grupos.

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Isso é o que pode haver de pior numa campanha. É quando você não tem uma estratégia, afirmou. Para Cila, a lógica dos dois candidatos é distinta neste momento. Flávio, por ter saído à frente, teria interesse em administrar tempo, enquanto Lula precisa fazer o contrário. A campanha que está atrás tem que correr atrás de criar fatos, disse.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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